SUSTENTABILIDADE
JBS defende transição para sistemas alimentares sustentáveis e apresenta resultados dos Escritórios Verdes na COP30
Em painel da SB COP, presidente da Friboi, Renato Costa, destacou a importância da regularização ambiental, da eficiência produtiva e da geração de renda no campo
12/11/2025
08:35
REDAÇÃO
Renato Costa, presidente da Friboi, durante painel na COP30. Ele defendeu a eficiência produtiva e a inclusão de produtores como pilares da sustentabilidade. Crédito: Divulgação JBS.
A transição para sistemas alimentares sustentáveis e resilientes exige aumento da produtividade, inclusão social e apoio técnico ao produtor. Essa foi a principal mensagem de Renato Costa, presidente da Friboi, durante o painel Transformando Sistemas Alimentares, promovido pela SB COP, iniciativa do setor privado coordenada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), dentro da programação da COP30.
Costa defendeu que “produtividade é parte essencial da sustentabilidade”, destacando a necessidade de produzir mais com menos recursos. Segundo ele, os ganhos de eficiência são comprovados por dados setoriais: nos últimos 30 anos, a produção de carne no Brasil cresceu 122%, enquanto a área de pastagem foi reduzida em 19,5%, conforme a Abiec.
Durante o evento, a JBS apresentou resultados de iniciativas voltadas à sustentabilidade no campo, como o programa Escritórios Verdes, criado em 2021, que já regularizou mais de 20 mil fazendas e recuperou 8 mil hectares. A nova fase, Escritório Verde 2.0, amplia o foco para aumento de produtividade e rentabilidade dos pequenos produtores.
“O produtor quer estar em conformidade, mas muitas vezes não sabe como alcançar isso. Com apoio técnico e orientação, transformamos barreiras legais em pontes para a sustentabilidade”, afirmou Costa.
A empresa também destacou investimentos em tecnologia e transparência, como o monitoramento de fornecedores diretos há mais de 15 anos e o uso de plataforma blockchain para controle da cadeia de suprimentos.
Entre os projetos apoiados pela companhia no Pará, estão o Programa Pecuária Sustentável, que prevê rastreabilidade individual de 100% do rebanho, e o RestaurAmazônia, desenvolvido com o Fundo JBS pela Amazônia e a Fundação Solidaridad, que já beneficiou 1.400 famílias, elevando a renda em 175% e a produtividade em 64%.
O debate também contou com a participação de Jai Schroff (UPL), Naoko Yamamoto (Ajinomoto do Brasil), Felipe Albuquerque (Bayer) e Carolina Carregaro (Nestlé).
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