ALGODÃO EM DESTAQUE NO MERCADO GLOBAL
Safra 2025/26 deve ter leve recuo, mas Brasil mantém segunda maior produção da história
Mesmo com menor produtividade, exportações seguem firmes e país continua líder mundial nas vendas externas
10/01/2026
08:00
REDAÇÃO
Brasil deve manter liderança nas exportações mundiais de algodão, mesmo com leve recuo na produção em 2025/26.
A safra brasileira de algodão 2025/26 deve registrar uma leve retração em relação ao recorde anterior, mas ainda assim será a segunda maior da história, segundo análises de pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). Apesar da redução no volume produzido, as exportações seguem firmes e continuam sendo o principal canal de escoamento da elevada oferta nacional.
De acordo com estimativas da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), a área cultivada com algodão deve crescer apenas 0,7% na comparação com a safra passada, alcançando 2,1 milhões de hectares. O avanço é puxado principalmente pelas regiões Norte e Nordeste, onde a expansão estimada é de 4%, compensando parcialmente a retração de 0,4% observada no Centro-Sul do país.
A produtividade média nacional é projetada em 1.885 quilos por hectare, queda de 3,5% em relação à temporada anterior. Com isso, a produção brasileira de pluma deve somar cerca de 3,96 milhões de toneladas, o que representa recuo anual de 2,9%. Mesmo assim, o volume mantém o Brasil em patamar elevado de oferta no cenário internacional.
Pesquisadores do Cepea ressaltam que, no mercado externo, o algodão brasileiro segue se destacando pela escala produtiva, competitividade e pelos avanços em rastreabilidade e sustentabilidade, fatores que fortalecem a presença do país no comércio global. O comportamento do dólar continua sendo decisivo para a rentabilidade das negociações, tornando fundamental o acompanhamento da paridade de exportação frente aos preços internos.
No cenário mundial, dados do USDA indicam um leve aumento de 0,4% na oferta global de algodão em relação à safra 2024/25. O Brasil deve manter a liderança nas exportações mundiais, com previsão de embarques de 3,157 milhões de toneladas em 2025/26, volume 11,4% superior ao da safra anterior e 18,9% acima do estimado para os Estados Unidos, que devem exportar 2,656 milhões de toneladas.
O desempenho do setor reforça a importância estratégica do algodão brasileiro no mercado internacional, mesmo diante de ajustes na área plantada e na produtividade na nova temporada.
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