Campo Grande (MS), Quinta-feira, 04 de Junho de 2026

SANEAMENTO E BIODIVERSIDADE

Saneamento fortalece proteção de espécies migratórias e preservação ambiental em MS

Tratamento de água e esgoto contribui diretamente para a conservação de ecossistemas e redução de impactos nos rios e no Pantanal

26/03/2026

09:00

REDAÇÃO

Investimentos em saneamento ajudam a preservar rios, nascentes e habitats essenciais para a biodiversidade em Mato Grosso do Sul

O debate internacional sobre biodiversidade ganha força em Mato Grosso do Sul com a realização da COP15, em Campo Grande, reunindo lideranças, cientistas e organizações para discutir a conservação de espécies migratórias e seus habitats. Nesse cenário, o saneamento básico se consolida como um aliado estratégico na proteção ambiental.

No Estado, a atuação da Aegea Saneamento, por meio da Águas Guariroba e da Ambiental MS Pantanal, tem papel relevante na ampliação do acesso à água tratada e ao tratamento de esgoto. Essas ações contribuem diretamente para a redução da poluição hídrica e para a preservação de rios, córregos e áreas úmidas, fundamentais para o equilíbrio ecológico.

De acordo com o gerente de Meio Ambiente das concessionárias, Fernando Garayo, o saneamento impacta diretamente a conservação de ecossistemas conectados à Bacia do Alto Paraguai e ao Pantanal. “Tratar o esgoto na origem evita que poluentes cheguem aos cursos d’água, protegendo habitats importantes para a fauna aquática e para espécies migratórias”, explica.

Entre os exemplos práticos, Campo Grande conta com duas Estações de Tratamento de Esgoto em operação e uma terceira em fase final, garantindo o tratamento diário de milhões de litros de esgoto. Esse volume contribui para a manutenção da qualidade da água e do ciclo hidrológico, reduzindo a pressão sobre o meio ambiente.

No interior do Estado, a Ambiental MS Pantanal também amplia sua atuação. Atualmente, são tratados cerca de 33,6 milhões de metros cúbicos de esgoto por ano, com previsão de crescimento da capacidade em 2026, incluindo a implantação de novas estações e ampliação da rede.

Além da infraestrutura, ações ambientais complementam os resultados do saneamento. Programas de monitoramento da qualidade da água, recuperação de áreas degradadas e reflorestamento têm impacto direto na preservação de nascentes e na recomposição da vegetação nativa.

Um dos destaques é o Viveiro Isaac de Oliveira, responsável pela produção e doação de mudas nativas, que já ultrapassam 650 mil unidades. As iniciativas contribuem para a proteção do solo, das nascentes e da biodiversidade em diferentes regiões do Estado.

Em áreas como a Serra da Bodoquena, projetos de recuperação de matas ciliares e Áreas de Preservação Permanente reforçam a conservação de ambientes essenciais para diversas espécies da fauna brasileira.

Para especialistas, investir em saneamento vai além da infraestrutura urbana. Trata-se de uma política ambiental que impacta diretamente a qualidade de vida da população e a preservação dos recursos naturais.

Com ações integradas e investimentos contínuos, Mato Grosso do Sul se posiciona como referência na relação entre saneamento e conservação ambiental, mostrando que a proteção da biodiversidade também passa pelo cuidado com a água e com os sistemas de esgoto.


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