SAÚDE OCULAR
Tempo seco e excesso de telas aumentam casos de olho seco e fadiga visual
Especialistas alertam que a combinação entre baixa umidade do ar, envelhecimento e uso prolongado de dispositivos eletrônicos exige mais cuidados com a saúde dos olhos
20/07/2026
08:25
REDAÇÃO
MARIA GORETI
Redução da frequência das piscadas e baixa umidade favorecem o ressecamento dos olhos e o aparecimento de sintomas como ardência e visão embaçada. @Divulgação
O uso prolongado de celulares, computadores e tablets, aliado ao tempo seco característico do inverno em grande parte do Brasil, tem contribuído para o aumento dos casos de olho seco e fadiga visual. A combinação desses fatores afeta pessoas de todas as idades e vem tornando o desconforto ocular uma das queixas mais frequentes nos consultórios.
Especialistas explicam que, ao permanecer concentrada por longos períodos diante das telas, a pessoa reduz significativamente a frequência com que pisca. Como consequência, a lágrima natural deixa de ser distribuída de forma adequada sobre a superfície dos olhos, favorecendo sua evaporação e reduzindo a lubrificação ocular.
O problema se agrava durante os meses de estiagem, quando a umidade relativa do ar permanece em níveis baixos. Nessas condições, a evaporação das lágrimas ocorre com maior rapidez, aumentando o risco de ressecamento ocular.
Entre os sintomas mais comuns estão ardência, sensação de areia nos olhos, vermelhidão, visão embaçada, irritação, cansaço visual e dificuldade para manter a concentração durante atividades que exigem esforço contínuo da visão.
Além do impacto no bem-estar, o problema pode comprometer a produtividade no trabalho, o desempenho escolar e a qualidade de vida, principalmente entre pessoas que permanecem várias horas por dia em frente às telas.
Especialistas também alertam para os riscos da automedicação. Nem todo colírio possui a mesma finalidade. Enquanto os lubrificantes oculares, conhecidos como lágrimas artificiais, são indicados para hidratação da superfície dos olhos, outros tipos de colírios contêm medicamentos que devem ser utilizados apenas sob orientação médica.
O uso inadequado desses produtos pode provocar efeitos indesejados, mascarar doenças ou até agravar problemas já existentes. Por isso, sintomas persistentes, dor intensa, secreção, sensibilidade excessiva à luz ou piora da visão devem ser avaliados por um oftalmologista.
Para reduzir os efeitos do ressecamento ocular, especialistas recomendam fazer pausas periódicas durante o uso de computadores e celulares, piscar conscientemente com maior frequência, manter boa hidratação, utilizar umidificadores de ambiente quando necessário e evitar exposição prolongada ao ar-condicionado ou ventiladores direcionados ao rosto.
Consultas oftalmológicas regulares também são consideradas fundamentais para identificar precocemente alterações na saúde ocular e indicar o tratamento mais adequado para cada paciente.
O aumento dos casos de olho seco acompanha mudanças no estilo de vida da população. Crianças, estudantes, profissionais que trabalham diante de telas por muitas horas e idosos estão entre os grupos que mais relatam sintomas relacionados ao ressecamento dos olhos, tendência que reforça a importância da prevenção e dos cuidados contínuos com a visão.
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