CASO BANCO MASTER
PF pede a Fachin suspeição de Toffoli no inquérito do Banco Master
Agentes encontraram citação ao ministro em celular de Vorcaro
12/02/2026
07:45
REDAÇÃO
Ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli. Foto: ASCOM/STF
A Polícia Federal pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, a suspeição do ministro Dias Toffoli como relator do inquérito que trata das investigações sobre fraudes no Banco Master, instituição que foi liquidada pelo Banco Central.
O pedido foi feito na última segunda-feira, após a PF informar a Fachin que encontrou uma menção ao nome de Toffoli em uma mensagem no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que é investigado no inquérito e teve o aparelho apreendido durante operação de busca e apreensão. O conteúdo da menção está sob segredo de Justiça.
Após ser comunicado, Fachin abriu um processo interno e determinou a notificação de Toffoli para apresentação de defesa. Caberá ao presidente do STF decidir se o ministro continuará como relator da investigação envolvendo o Banco Master.
No mês passado, Toffoli passou a ser alvo de críticas por permanecer na relatoria do caso depois que reportagens apontaram que a Polícia Federal encontrou irregularidades em um fundo de investimento ligado ao Banco Master. O fundo adquiriu participação no resort Tayayá, localizado no Paraná, que anteriormente pertencia a familiares do ministro.
Defesa
Em nota à imprensa, o gabinete de Toffoli afirmou que a Polícia Federal não tem legitimidade para solicitar sua suspeição e classificou o pedido como baseado em ilações.
O gabinete do ministro esclareceu que o pedido de declaração de suspeição apresentado pela Polícia Federal trata de ilações e que, juridicamente, a instituição não possui legitimidade para formular a solicitação por não ser parte no processo, conforme o artigo 145 do Código de Processo Civil. A resposta ao conteúdo do pedido será apresentada pelo ministro ao presidente da Corte.
Investigação
Em novembro de 2025, o banqueiro Daniel Vorcaro e outros investigados foram alvo da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal para apurar a concessão de créditos falsos pelo Banco Master, incluindo a tentativa de compra da instituição financeira pelo Banco de Brasília, banco público vinculado ao governo do Distrito Federal.
Segundo as investigações, as fraudes podem chegar a R$ 17 bilhões.
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