Campo Grande (MS), Sábado, 04 de Julho de 2026

CAPITAL /POLÍTICA / TAXA DO LIXO

Clodoilson Pires vota pela derrubada do veto, mas cobrança é mantida por falta de votos

Vereador defende maior transparência nos critérios da taxa e afirma seguir acompanhando possíveis desdobramentos jurídicos

11/02/2026

10:15

REDAÇÃO

Clodoilson Pires esteve entre os parlamentares que votaram contra o veto relacionado à taxa do lixo em Campo Grande

Durante a sessão ordinária realizada nesta terça-feira, o vereador Clodoilson Pires (Podemos) esteve entre os 14 parlamentares que votaram pela derrubada do veto relacionado à taxa do lixo. Para que o veto fosse rejeitado, no entanto, seriam necessários 15 votos, número que não foi alcançado durante a votação em plenário.

A proposta gerou amplo debate entre os vereadores, especialmente em relação à forma como a cobrança foi implementada. Os parlamentares favoráveis à derrubada do veto argumentaram que a taxa foi considerada ilegal e abusiva, destacando a ausência de discussão prévia com a Câmara Municipal e com a sociedade. Segundo eles, os contribuintes foram surpreendidos pelos valores apresentados, o que motivou críticas quanto à transparência e ao diálogo com a população.

Outro ponto levantado durante a sessão foi a necessidade de ampliar a análise sobre o Perfil Socioeconômico Imobiliário utilizado como base para o cálculo da cobrança. Os vereadores defenderam maior transparência nos critérios adotados, a fim de garantir justiça fiscal e melhor compreensão por parte dos cidadãos.

Clodoilson Pires destacou que sua posição foi pautada na defesa dos cidadãos campo-grandenses, ressaltando a necessidade de maior clareza nos critérios adotados para a cobrança. Entre os pontos mencionados durante a discussão esteve justamente a ampliação da análise sobre o Perfil Socioeconômico Imobiliário, com maior transparência nos dados apresentados.

Após a votação, o vereador comentou o resultado e reforçou seu posicionamento. Segundo ele, caso o veto tivesse sido derrubado, a taxa do lixo não seria cobrada, mas a ausência de um voto impediu a mudança. O parlamentar afirmou que seguirá acompanhando os desdobramentos, inclusive eventuais posicionamentos da Justiça, e reiterou o compromisso com a defesa do cidadão campo-grandense.

Apesar da tentativa de derrubada, o veto foi mantido devido ao número insuficiente de votos. O tema continua em debate entre vereadores e a sociedade, principalmente em relação à transparência dos critérios utilizados e à participação popular nas decisões que impactam diretamente a população.

 

 


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