ACUSAÇÕES NAS REDES LEVAM À JUSTIÇA
Empresário Urandir Fernandes aciona Justiça após acusações de pirâmide financeira feitas por ex-nora nas redes sociais
Defesa afirma que declarações configuram calúnia e difamação e aponta contexto de ruptura familiar e disputa patrimonial
05/02/2026
17:00
REDAÇÃO
Declarações feitas em rede social motivaram ação por calúnia e difamação na Justiça de Mato Grosso do Sul @Divulgação
Uma disputa iniciada no âmbito familiar e patrimonial ganhou desdobramentos na esfera criminal em Mato Grosso do Sul. O empresário Urandir Fernandes de Oliveira, fundador da Dakila Pesquisas e sócio-administrador da BDM Soluções Digitais Ltda. (BDM Digital), ingressou com queixa-crime por calúnia e difamação contra a empresária Gabriela Pache da Silva após declarações publicadas por ela nas redes sociais.
Conhecido nacionalmente por projetos desenvolvidos em Corguinho, incluindo a chamada “cidade dos ETs”, Urandir teve a empresa citada por Gabriela em comentários feitos no Instagram. As manifestações ocorreram em 21 de janeiro, data em que foram deflagradas as operações Collisium e Simulatum pelo Gaeco do Ministério Público de Mato Grosso do Sul.
Nos comentários publicados na rede social, Gabriela afirmou que a BDM funcionaria como um “sistema Ponzi” ou “pirâmide financeira” e sugeriu que eventuais investigações poderiam revelar outras irregularidades. Para a defesa da empresa e de Urandir, as declarações extrapolam o direito de crítica e configuram imputação de crimes como estelionato e delitos contra a economia popular, sem que exista investigação oficial ou decisão judicial que sustente tais acusasações.
A assessoria jurídica da BDM informou que notificou extrajudicialmente Gabriela solicitando a remoção das publicações e a divulgação de retratação, mas não houve atendimento. De acordo com a advogada Kézia Miranda, a manutenção dos comentários em ambiente de ampla difusão teria agravado danos à honra, credibilidade e reputação da empresa e de seus representantes.
O processo também destaca o contexto familiar entre as partes. Gabriela manteve união estável com Alan Fernandes de Oliveira, filho de Urandir, entre 2019 e 2024, período em que teria atuado como sócia-administradora da empresa Florim Serviços Financeiros Ltda., responsável por representar comercialmente a marca BDM Digital e intermediar negócios, inclusive com recebimento de comissões.
Segundo a defesa, enquanto manteve vínculo com o grupo empresarial e usufruiu de resultados econômicos, Gabriela não teria questionado a legalidade das atividades. As acusações teriam surgido apenas após o fim do relacionamento e durante disputas judiciais de natureza patrimonial. A advogada sustenta que a conduta representaria uma “estratégia narrativa oportunista”, motivo pelo qual foi solicitado que Gabriela responda criminalmente por calúnia e difamação. A petição foi apresentada na terça-feira, dia 3.
O caso ocorre paralelamente a conflitos pessoais. Há registro de medida protetiva que impede Alan de se aproximar ou manter contato com Gabriela a menos de 300 metros.
Procurada, a assessoria de imprensa da BDM Soluções Digitais Ltda. informou que serão adotadas todas as medidas judiciais cabíveis e ressaltou que a liberdade de expressão possui limites legais. Até o fechamento desta matéria, Gabriela Pache da Silva não havia se manifestado. O espaço permanece aberto para posicionamento das partes.
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