Campo Grande (MS), Quinta-feira, 05 de Fevereiro de 2026

ALERTA À SAÚDE

Brasil deve registrar 781 mil novos casos de câncer por ano até 2028

Estimativa do Inca aponta envelhecimento da população, desigualdades regionais e dificuldades no acesso à prevenção e ao diagnóstico precoce

05/02/2026

08:00

REDAÇÃO

MARIA GORETI

Estimativa do Inca indica que o câncer se aproxima das doenças cardiovasculares como principal causa de morte no país @DINO

O Brasil deverá registrar cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano no período de 2026 a 2028. A projeção consta na publicação Estimativa 2026-2028: Incidência de Câncer no Brasil, divulgada nesta quarta-feira (4) pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), no Rio de Janeiro, em alusão ao Dia Mundial do Câncer.

De acordo com o Inca, a doença já é a segunda principal causa de morte no país e vem se aproximando das doenças cardiovasculares no ranking de óbitos. O aumento dos casos está relacionado, principalmente, ao envelhecimento da população, mas também evidencia desigualdades regionais e desafios persistentes no acesso à prevenção, ao diagnóstico precoce e ao tratamento oportuno.

Entre os homens, os tipos de câncer mais frequentes são o de próstata, que representa 30,5% dos casos, seguido por cólon e reto (10,3%), pulmão (7,3%), estômago (5,4%) e cavidade oral (4,8%). Já entre as mulheres, predominam os cânceres de mama (30%), cólon e reto (10,5%), colo do útero (7,4%), pulmão (6,4%) e tireoide (5,1%).

O levantamento também evidencia fortes desigualdades regionais. O câncer de colo do útero permanece entre os mais incidentes nas regiões Norte e Nordeste, enquanto o câncer de estômago apresenta maior ocorrência entre homens dessas mesmas regiões. Já os tumores associados ao tabagismo, como pulmão e cavidade oral, são mais frequentes no Sul e Sudeste do país.

Segundo o diretor-geral do Inca, Roberto Gil, o avanço de alguns tipos de câncer preocupa as autoridades de saúde, especialmente o de cólon e reto. “Tem a ver com a exposição precoce a fatores de risco, como aumento da obesidade e do sedentarismo. Isso mostra que alguma coisa precisa ser feita”, afirmou, ao destacar a influência de fatores como urbanização e falta de saneamento básico.

Durante o evento, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ressaltou que o câncer de colo do útero tem apresentado redução nos últimos anos, resultado direto da ampliação da vacinação contra o HPV. Para o ministério, o fortalecimento das ações de prevenção, rastreamento e diagnóstico precoce é fundamental para reduzir a incidência e a mortalidade pela doença no país.


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