SAÚDE E PREVENÇÃO
Brasil projeta 781 mil novos casos de câncer por ano até 2028
Estimativa do Inca indica aumento da incidência da doença e reforça a importância de hábitos saudáveis, diagnóstico precoce e políticas públicas de atenção oncológica
04/02/2026
13:30
REDAÇÃO
MARIA GORETI
Estimativa do Inca aponta aumento dos casos de câncer no Brasil e destaca a prevenção como principal estratégia de enfrentamento da doença. © Marcello Casal JrAgência Brasil
O Brasil deverá registrar cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano no período entre 2026 e 2028. A estimativa foi divulgada nesta quarta-feira (4) pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), no Rio de Janeiro, e confirma que a doença permanece entre as principais causas de adoecimento e morte no país, ficando atrás apenas das enfermidades cardiovasculares.
Os dados integram uma nova publicação lançada no Dia Mundial do Câncer, com informações destinadas a orientar o planejamento de políticas públicas, ações de prevenção, diagnóstico e organização da rede de atendimento oncológico no Sistema Único de Saúde (SUS).
Na comparação com o triênio anterior, de 2023 a 2025, quando a projeção era de 704 mil casos anuais, o levantamento aponta crescimento significativo da incidência. Entre os fatores associados ao aumento estão o envelhecimento da população, o crescimento populacional, mudanças ambientais e a manutenção de hábitos de risco.
Durante o lançamento, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que a prevenção continua sendo a principal estratégia de enfrentamento da doença, especialmente com a redução do tabagismo incluindo o uso de dispositivos eletrônicos e o combate à obesidade, condição diretamente relacionada ao desenvolvimento de diversos tipos de câncer.
O tipo mais frequente no país segue sendo o câncer de pele não melanoma, seguido pelos tumores de mama e de próstata. As regiões Sul e Sudeste concentram aproximadamente 70% dos novos registros.
Entre os homens, predominam os cânceres de próstata, cólon e reto e pulmão. Já entre as mulheres, os mais comuns são os de mama, cólon e reto e colo do útero. O estudo também aponta avanço expressivo do câncer colorretal, que passou da quarta posição em 2023 para a segunda colocação na projeção atual, tanto na população masculina quanto feminina.
Segundo o Inca, os principais fatores de risco estão ligados ao consumo elevado de alimentos ultraprocessados e carne vermelha, sedentarismo, obesidade, tabagismo e ingestão excessiva de bebidas alcoólicas, reforçando a necessidade de ações contínuas de promoção da saúde e detecção precoce.
Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.
Leia Também
Leia Mais
Senar/MS abre processo seletivo com salários de até R$ 9,5 mil
Leia Mais
Governo formaliza adesão e HRD passa a integrar Rede Nacional de UTIs Inteligentes
Leia Mais
Governo, Congresso e Judiciário lançam pacto de combate ao feminicídio
Leia Mais
Tratamento experimental com polilaminina mobiliza pacientes, médicos e Justiça em Mato Grosso do Sul
Municípios