Campo Grande (MS), Quinta-feira, 05 de Fevereiro de 2026

SAÚDE / AVANÇO SILENCIOSO

Casos de Parkinson podem mais que dobrar no Brasil até 2060

Envelhecimento da população e maior sobrevida após diagnóstico impulsionam avanço da doença neurodegenerativa no país

05/02/2026

15:00

REDAÇÃO

Envelhecimento da população brasileira deve elevar significativamente o número de pessoas vivendo com doença de Parkinson nas próximas décadas. @Pixelshot Canva

O Brasil caminha para um aumento expressivo dos casos de doença de Parkinson, uma condição neurodegenerativa progressiva que afeta principalmente pessoas com 50 anos ou mais. Projeções científicas indicam que o número de brasileiros convivendo com a doença pode mais que dobrar nas próximas décadas, especialmente até 2060, impulsionado pelo envelhecimento acelerado da população e pela maior sobrevida após o diagnóstico.

Atualmente, estima-se que mais de 500 mil brasileiros vivam com Parkinson. Esse total, porém, pode ultrapassar 1,2 milhão de casos até meados do século, transformando a doença em um desafio crescente para a saúde pública nacional.

O principal fator associado a esse crescimento é o rápido envelhecimento demográfico. Com o aumento da expectativa de vida, cresce também o contingente de pessoas expostas ao risco de desenvolver doenças neurodegenerativas. Ao mesmo tempo, avanços no diagnóstico e no tratamento permitem que os pacientes vivam por mais tempo com a doença, elevando a prevalência total da condição.

Esse cenário produz um efeito cumulativo: mais diagnósticos, maior tempo de convivência com o Parkinson e, consequentemente, uma demanda crescente por acompanhamento médico contínuo, reabilitação e cuidados de longo prazo.

Diante da projeção de aumento expressivo dos casos, especialistas apontam a necessidade de ampliar políticas públicas voltadas ao envelhecimento saudável, à prevenção de doenças crônicas e à organização de redes de cuidado prolongado. Investimentos em diagnóstico precoce, tratamento adequado e modelos integrados de atenção à saúde serão decisivos para reduzir o impacto de uma condição que avança de forma silenciosa, contínua e progressiva na população brasileira.


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