Campo Grande (MS), Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2026

ASCENSÃO SOCIAL

MS amplia participação das classes A, B e C entre 2022 e 2024, aponta FGV

Aumento da renda do trabalho e integração de políticas públicas impulsionaram mudança no perfil socioeconômico da população

23/01/2026

07:35

REDAÇÃO

De acordo com estudo da FGV, renda gerada pelo trabalho impulsionou a mudança das classes sociais. Foto: Estevam Costa/PR

Mato Grosso do Sul registrou um aumento de 3,79 pontos percentuais na participação das classes A, B e C entre 2022 e 2024. A população nessas faixas de renda passou de 80,28% para 84,07% no período, segundo estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV).

A classe A reúne famílias com renda acima de 20 salários mínimos, a classe B engloba rendas entre 10 e 20 salários mínimos e a classe C contempla famílias com renda mensal entre 4 e 10 salários mínimos. O avanço indica uma mudança significativa no perfil socioeconômico do estado, associada principalmente ao crescimento da renda gerada pelo trabalho.

Em âmbito nacional, o levantamento da FGV mostra que cerca de 17,4 milhões de pessoas deixaram a condição de pobreza e passaram a integrar classes de maior renda no mesmo período, o que representa um aumento de 8,44 pontos percentuais. Para o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, os dados confirmam a efetividade das políticas voltadas à população de baixa renda.

“A gente vê pessoas que estavam no Cadastro Único, no Bolsa Família, e que agora estão na classe média. Isso mostra que o programa não é só transferência de renda. Ele abre portas para a educação, para o trabalho e para o empreendedorismo”, afirmou o ministro.

A pesquisa aponta que o avanço foi impulsionado principalmente pelo aumento da renda do trabalho e pela integração de políticas públicas, como o Bolsa Família, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e programas de acesso à educação e ao crédito. Segundo Wellington Dias, a combinação dessas iniciativas tem sido fundamental para promover inclusão produtiva e mobilidade social, refletindo diretamente nos indicadores de renda e qualidade de vida da população.


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