Campo Grande (MS), Terça-feira, 20 de Janeiro de 2026

SAÚDE DIGITAL

SES debate avanços do Telessaúde e implantação da teleconsultoria em Mato Grosso do Sul

Reuniões técnicas reuniram Estado, municípios e instituições parceiras para ampliar o acesso às especialidades e reduzir filas de espera

20/01/2026

07:45

REDAÇÃO

MARIA GORETI

Reuniões técnicas discutiram a implantação da teleconsultoria e a ampliação do Telessaúde em Mato Grosso do Sul na Superintendência de Saúde Digital da SES @André Lima

A SES (Secretaria de Estado de Saúde) realizou, entre os dias 12 e 14 de janeiro, uma série de reuniões técnicas com o objetivo de alinhar estratégias para o fortalecimento do Telessaúde e ampliar o acesso da população às especialidades médicas em Mato Grosso do Sul.

Os encontros aconteceram na Superintendência de Saúde Digital da SES e reuniram equipes da Secretaria de Estado de Saúde, da Fiocruz/MS (Fundação Oswaldo Cruz), da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande). Entre os principais temas debatidos esteve a implantação da teleconsultoria assíncrona e a ampliação das ofertas de telessaúde no Estado.

As reuniões fizeram parte de uma visita técnica da equipe do Telessaúde Santa Catarina, da UFSC, e tiveram como foco a qualificação do acesso às especialidades, a redução das filas de espera e a organização da rede assistencial. O debate ganhou relevância diante das características do Estado, que possui grande extensão territorial e municípios de pequeno porte.

Para o secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões, a saúde digital é estratégica para garantir acesso especializado de forma equitativa. Segundo ele, a telessaúde é fundamental para superar desafios geográficos, reduzir custos e tornar o sistema de saúde mais eficiente.

Durante os encontros, também foi reforçada a importância do fortalecimento da Atenção Primária como eixo estruturante da rede de saúde. O secretário municipal de Saúde de Campo Grande, Marcelo Vilela, destacou que a organização da porta de entrada do sistema é decisiva para enfrentar as filas de espera e evitar encaminhamentos desnecessários.

Entre as propostas debatidas está a implantação da teleconsultoria assíncrona, modelo em que o atendimento inicial ocorre por meio remoto antes de eventual encaminhamento presencial ao especialista. De acordo com a superintendente de Saúde Digital da SES, Márcia Tomasi, a iniciativa terá início pela endocrinologia em Campo Grande, com previsão de expansão gradual para outras especialidades e municípios.

A experiência da UFSC no programa Telessaúde Brasil Redes foi apresentada como referência para Mato Grosso do Sul. O consultor do Núcleo de Saúde Digital da UFSC, Marcos Maeyama, ressaltou que o modelo contribui para qualificar os encaminhamentos, reduzir filas e dar mais eficiência ao fluxo assistencial, sendo adaptado à realidade local.

A pesquisadora em Saúde Digital e Telessaúde da Fiocruz/MS, Milene Dantas, destacou o apoio da instituição na ampliação das ações de telessaúde no Estado, especialmente no fortalecimento da Atenção Primária e do cuidado especializado por meio de ferramentas digitais.

A implantação inicial da teleconsultoria ocorrerá em Campo Grande, com previsão de ampliação para outros municípios conforme a disponibilidade de equipes, infraestrutura e profissionais especializados, fortalecendo a integração entre Estado, municípios e instituições parceiras.


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