Campo Grande (MS), Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2026

SAÚDE INDÍGENA

Ministério lança módulo inédito para monitorar saúde de crianças indígenas

Ferramenta permitirá identificar precocemente doenças, atrasos no desenvolvimento e situações de vulnerabilidade em territórios indígenas

19/01/2026

15:25

REDAÇÃO

Crianças indígenas em território tradicional; novo módulo do Ministério da Saúde amplia o acompanhamento do desenvolvimento infantil. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

O Ministério da Saúde anunciou, nesta segunda-feira (19), o aperfeiçoamento do monitoramento da saúde de crianças indígenas com o lançamento do primeiro módulo de Monitoramento do Desenvolvimento na Infância. A iniciativa foi apresentada pela Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) e integra o Sistema de Atenção à Saúde Indígena, responsável por coletar, gerenciar e disponibilizar dados sobre essa população em todo o país.

De acordo com a diretora do Departamento de Atenção Primária à Saúde, Putira Sacuena, o novo módulo tem como principal objetivo identificar de forma precoce agravos e doenças prevalentes na infância indígena, alcançando os 34 distritos sanitários especiais indígenas existentes no Brasil.

Segundo ela, a sistematização das informações é estratégica para garantir um acompanhamento contínuo do crescimento e do desenvolvimento das crianças. A medida também permitirá detectar riscos e vulnerabilidades de forma antecipada, possibilitando o planejamento de ações mais oportunas e eficazes por parte das equipes de saúde.

Até então, o sistema não contava com um espaço específico para padronizar os dados relacionados às crianças indígenas. Com o novo módulo, as equipes multidisciplinares que atuam nos territórios poderão registrar informações mais detalhadas durante os atendimentos, fortalecendo o cuidado integral na primeira infância.

O monitoramento inclui triagem neonatal, avaliação dos marcos do desenvolvimento neuropsicomotor, rastreio de sinais de risco para transtorno do espectro autista e identificação de situações de vulnerabilidade, como suspeitas de violência. Também passam a ser obrigatórios registros sobre exames realizados logo após o nascimento, como os testes do coraçãozinho, do pezinho e do ouvidinho.

Essas informações vão compor um histórico de saúde mais completo, facilitando o trabalho dos profissionais que atenderem as crianças ao longo do tempo e contribuindo para a melhoria da qualidade da atenção à saúde indígena.


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