SAÚDE
Convulsão é epilepsia? Episódio no BBB 26 acende alerta sobre primeiros socorros
Especialista explica diferenças entre crise convulsiva e epilepsia, aponta causas e orienta como agir em situações de emergência
16/01/2026
08:35
MARIA GORETI
Episódio envolvendo ator no BBB 26 reacendeu debate sobre convulsões e cuidados em situações de emergência. @Reprodução
O episódio envolvendo o ator Henri Castelli, que passou mal e sofreu uma convulsão durante a primeira Prova do Líder do BBB 26, chamou a atenção do público e levantou uma série de dúvidas sobre o que caracteriza uma convulsão e se ela, necessariamente, está relacionada à epilepsia. A cena, registrada durante a dinâmica realizada na piscina de bolinhas, gerou preocupação entre os participantes e repercussão nas redes sociais.
De acordo com a professora do curso de Biomedicina da Estácio, Dra. Alice Del Colletto, a convulsão acontece quando há uma atividade elétrica anormal e excessiva no cérebro, provocando alterações temporárias no funcionamento do organismo. Entre os sintomas mais comuns estão movimentos involuntários, rigidez muscular, perda de consciência, salivação intensa e mudanças no padrão respiratório.
Segundo a especialista, é importante esclarecer que nem toda convulsão significa epilepsia. “Uma pessoa pode ter uma crise convulsiva isolada ao longo da vida, sem que isso represente uma doença crônica. A epilepsia é caracterizada por crises recorrentes e exige diagnóstico e acompanhamento médico”, explica.
As causas das convulsões são variadas e incluem febre alta, principalmente em crianças, traumatismo craniano, infecções do sistema nervoso, alterações metabólicas, uso ou abstinência de álcool e drogas, tumores cerebrais, Acidente Vascular Cerebral (AVC) e, claro, a própria epilepsia. Durante uma crise, os principais riscos estão associados a quedas, traumas, engasgos, falta de oxigenação e convulsões prolongadas.
A especialista reforça que saber como agir pode evitar complicações. A orientação é manter a calma, deitar a pessoa de lado, proteger a cabeça e afastar objetos que possam causar ferimentos, além de observar a duração da crise. “Nunca se deve colocar objetos ou os dedos na boca, tentar conter os movimentos ou oferecer líquidos e alimentos durante a convulsão”, alerta.
A busca por atendimento médico é essencial quando a crise dura mais de cinco minutos, acontece de forma repetida, é a primeira ocorrência na vida da pessoa ou envolve gestantes, diabéticos e indivíduos com outras doenças associadas.
Por fim, Dra. Alice reforça a diferença entre os termos. “Convulsão é um evento, um sintoma que pode ocorrer por diversas causas. Epilepsia é uma doença neurológica crônica, que pode ou não apresentar convulsões visíveis, e requer acompanhamento contínuo”, conclui.
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