Campo Grande (MS), Domingo, 05 de Julho de 2026

SAÚDE PÚBLICA

Anvisa alerta para riscos do uso de canetas emagrecedoras manipuladas

Agência reforça que compra de medicamentos falsificados ou sem registro representa grave ameaça à saúde e configura crime

21/12/2025

08:25

REDAÇÃO

MARIA GORETI

Canetas emagrecedoras como Ozempic e Mounjaro devem ser adquiridas apenas em farmácias regularizadas e com prescrição médica. @Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária alertou sobre os riscos associados à compra e ao consumo de canetas emagrecedoras manipuladas ou de procedência desconhecida. Medicamentos como Ozempic e Mounjaro, popularizados por influenciadores e celebridades, têm sido utilizados de forma indiscriminada por pessoas que buscam emagrecimento rápido, muitas vezes sem orientação médica.

Segundo a Anvisa, a comercialização e o uso de versões falsificadas desses medicamentos representam um sério risco à saúde pública. Além de ilegais, esses produtos podem conter substâncias inadequadas, estar contaminados ou não apresentar o princípio ativo correto, o que compromete a eficácia e a segurança do tratamento.

A farmacêutica Natally Rosa explica que o uso de medicamentos fora das normas sanitárias aumenta significativamente os riscos ao paciente. De acordo com ela, a ausência de controle de qualidade pode resultar tanto na falta de resposta terapêutica quanto na exposição a contaminantes.

Ela orienta que os consumidores fiquem atentos a sinais que podem indicar falsificação. Entre os principais pontos de verificação estão a apresentação da embalagem, a clareza das informações e a identificação correta do produto. O rótulo deve estar em português, conter número de lote, data de validade e descrição legível do princípio ativo.

Outro fator de alerta é o preço. Valores muito abaixo do praticado no mercado podem indicar irregularidade. A farmacêutica ressalta que esses medicamentos só podem ser vendidos mediante apresentação e retenção de receita médica, conforme determina a legislação sanitária.

A Anvisa reforça que a automedicação e a aquisição de produtos sem registro ou fora dos canais oficiais colocam a saúde em risco e podem causar efeitos adversos graves, além de configurar crime.


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