Campo Grande (MS), Quinta-feira, 05 de Fevereiro de 2026

SAÚDE PÚBLICA

Anvisa alerta para riscos do uso de canetas emagrecedoras manipuladas

Agência reforça que compra de medicamentos falsificados ou sem registro representa grave ameaça à saúde e configura crime

21/12/2025

08:25

REDAÇÃO

MARIA GORETI

Canetas emagrecedoras como Ozempic e Mounjaro devem ser adquiridas apenas em farmácias regularizadas e com prescrição médica. @Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária alertou sobre os riscos associados à compra e ao consumo de canetas emagrecedoras manipuladas ou de procedência desconhecida. Medicamentos como Ozempic e Mounjaro, popularizados por influenciadores e celebridades, têm sido utilizados de forma indiscriminada por pessoas que buscam emagrecimento rápido, muitas vezes sem orientação médica.

Segundo a Anvisa, a comercialização e o uso de versões falsificadas desses medicamentos representam um sério risco à saúde pública. Além de ilegais, esses produtos podem conter substâncias inadequadas, estar contaminados ou não apresentar o princípio ativo correto, o que compromete a eficácia e a segurança do tratamento.

A farmacêutica Natally Rosa explica que o uso de medicamentos fora das normas sanitárias aumenta significativamente os riscos ao paciente. De acordo com ela, a ausência de controle de qualidade pode resultar tanto na falta de resposta terapêutica quanto na exposição a contaminantes.

Ela orienta que os consumidores fiquem atentos a sinais que podem indicar falsificação. Entre os principais pontos de verificação estão a apresentação da embalagem, a clareza das informações e a identificação correta do produto. O rótulo deve estar em português, conter número de lote, data de validade e descrição legível do princípio ativo.

Outro fator de alerta é o preço. Valores muito abaixo do praticado no mercado podem indicar irregularidade. A farmacêutica ressalta que esses medicamentos só podem ser vendidos mediante apresentação e retenção de receita médica, conforme determina a legislação sanitária.

A Anvisa reforça que a automedicação e a aquisição de produtos sem registro ou fora dos canais oficiais colocam a saúde em risco e podem causar efeitos adversos graves, além de configurar crime.


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