ALERTA À SAÚDE PÚBLICA
Chuvas intensas elevam risco de dengue, zika e chikungunya no Brasil
Diagnóstico precoce e ações preventivas são fundamentais para reduzir a transmissão das arboviroses
20/12/2025
09:00
REDAÇÃO
MARIA GORETI
Chuvas e calor favorecem a proliferação do Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. @Freepik
Com a intensificação das chuvas no fim do ano, o Brasil entra novamente no período de maior risco para a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. A combinação entre altas temperaturas, umidade elevada e acúmulo de água cria condições ideais para a multiplicação do vetor, exigindo atenção redobrada da população e dos serviços de saúde.
De acordo com o mais recente Informe Semanal do Ministério da Saúde, até a semana epidemiológica 23 de 2025 foram registrados no país 1.478.752 casos prováveis de dengue, 102.259 casos de chikungunya e 3.601 casos prováveis de zika. Embora os números representem queda em relação ao mesmo período de 2024, o cenário segue preocupante com a chegada do verão e das chuvas mais intensas.
Outro fator de alerta é a circulação dos quatro sorotipos do vírus da dengue, com predominância do DENV-2. Especialistas explicam que pessoas que já tiveram dengue causada por esse sorotipo ficam protegidas contra ele, porém permanecem suscetíveis a infecções pelos outros tipos, o que aumenta o risco de desenvolvimento das formas mais graves da doença.
A prevenção continua sendo a principal estratégia para conter o avanço das arboviroses. A eliminação de focos do mosquito é considerada essencial, especialmente em ambientes domésticos. Reservatórios destampados, calhas entupidas, caixas-d’água sem vedação adequada e o acúmulo de água parada em quintais e áreas externas seguem como os principais pontos críticos de proliferação do Aedes aegypti.
As autoridades de saúde reforçam que o diagnóstico precoce e a busca imediata por atendimento médico diante dos primeiros sintomas, como febre alta, dores no corpo, dor atrás dos olhos e manchas na pele, contribuem para reduzir complicações e óbitos, além de auxiliar no controle da transmissão.
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