SAÚDE / DIREITO AMPLIADO NO SUS
Nova lei garante fisioterapia a pacientes submetidos à mastectomia
Tratamento passa a integrar a assistência oncológica e será obrigatório na rede pública em até 180 dias
25/11/2025
09:00
REDAÇÃO
MARIA GORETI
A assistência fisioterapêutica para pacientes submetidos à retirada parcial ou total da mama agora é um direito garantido por lei. A Lei 15.267/2025, sancionada na sexta-feira (21) pelo presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, determina que o SUS (Sistema Único de Saúde) passe a oferecer fisioterapia a pessoas que realizaram mastectomia como parte do tratamento contra o câncer. A norma foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (24) e entrará em vigor em 180 dias.

Até então, a legislação brasileira por meio da Lei 9.797/1999 assegurava às mulheres o direito à cirurgia plástica reconstrutiva após a retirada da mama. Agora, a nova lei amplia essa garantia, incluindo o acompanhamento fisioterapêutico sempre que houver indicação médica. O direito também passa a valer para homens com câncer de mama, que representam cerca de 1% dos casos da doença.
A nova legislação nasceu do Projeto de Lei 3.436/2021, apresentado pelo ex-deputado Francisco Jr. (GO) e pela deputada Maria Rosas (Republicanos-SP). No Senado, a proposta foi aprovada no fim de outubro com relatório favorável do senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR).
Em seu parecer, Mecias de Jesus destacou que a fisioterapia é fundamental para prevenir e tratar sequelas comuns após a mastectomia, como:
dor crônica;
acúmulo de líquido (linfedema);
limitação de movimento no ombro;
aderência de cicatriz;
perda de força na região operada.
Para o senador, a ausência de previsão legal específica dificultava o acesso efetivo ao serviço, mesmo sendo coerente com o princípio da integralidade do SUS. “A medida fortalece a política pública de atenção oncológica e valoriza uma abordagem mais humanizada e eficaz no tratamento do câncer de mama”, afirmou.
Com a nova lei, o poder público terá de estruturar a oferta de fisioterapia especializada, garantindo atendimento durante e após o tratamento cirúrgico. A medida é vista por profissionais de saúde como um avanço na reabilitação e na qualidade de vida de pacientes oncológicos.
Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.
Leia Também
Leia Mais
Inteligência artificial transforma mamografia em aliada na previsão de doenças cardíacas
Leia Mais
Livro propõe ensinar solidariedade na infância como caminho para transformação social
Leia Mais
Dia Mundial da Síndrome de Down reforça importância de inclusão e autonomia
Leia Mais
Assembleia vota criação da Semana de Conscientização Digital para crianças e adolescentes
Municípios