Tatiana Camilato teria dito a amiga que 'n�o tinha sa�da'. 'Ela estava muito machucada, deve ter lutado', diz irm� da v�tima.
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| Tatiana Camilato tinha 31 anos e deixa tr�s filhos (Foto: Reprodu��o/Facebook) |
A morte de Tatiana Camilato, de 31 anos, est� sendo investigada pela Pol�cia Civil do Rio de Janeiro. De acordo com a fam�lia, ela teria sa�do de casa para fazer um aborto clandestino na quinta-feira (9). Levada para uma UPA no Engenho Novo por uma desconhecida ap�s o procedimento, Tatiana n�o resistiu e morreu na sexta-feira (10).
"Ela contou [sobre o aborto] apenas para uma amiga e para a minha filha de 15 anos. Essa amiga ainda tentou tirar essa ideia da cabe�a dela, mas a Tatiana disse: 'Eu n�o tenho sa�da, preciso fazer isso, sou m�e solteira. Preciso tirar'", conta Daniele Camilato, de 35 anos, irm� de Tatiana, que deixa tr�s filhos, de 9, 12 e 13 anos. A 25� DP (Engenho Novo) investiga o caso.
"Uma amiga ainda tentou tirar essa ideia da cabe�a dela, mas a Tatiana disse: 'Eu n�o tenho sa�da, preciso fazer isso, sou m�e solteira. Preciso tirar" Daniele Camilato, irm� de Tatiana
De acordo com Daniele, Tatiana saiu de casa com R$ 650 e um absorvente anti-hemorr�gico para fazer um aborto no Jacarezinho na �ltima quinta-feira (9). A fam�lia acredita que, durante o aborto, ela teria entrado em luta corporal.
"No IML e depois, no enterro, a gente via que ela estava arranhada, com um corte na testa. A funer�ria colou a boca dela para n�o vermos que ela estava com os dentes muito quebrados, alguns faltando inclusive", relata Daniele, emocionada. A fam�lia agora espera os resultados do Instituto M�dico Legal para ter mais detalhes sobre a morte de Tatiana.
Segundo a irm�, Tatiana estava com um novo trabalho em vista. "Ela estava para pegar um documento e virar seguran�a. Era o sonho dela", diz Daniele.
Nome falso na UPA
Daniele n�o se conforma com a pessoa que teria levado Tatiana para a UPA. Segundo a irm� da v�tima, uma mulher deu entrada na unidade com nome e telefone falsos. "Ela teria dito que viu Tatiana passando ali na regi�o. � mentira, porque n�o ela n�o costumava andar por ali. Disse que minha irm� estava passando mal, foi ao banheiro e teve seguidas evacua��es, passou muito mal", conta Daniele.
Ao verificar a bolsa da irm�, que foi deixada na UPA por essa mulher, n�o viu a quantia destinada ao aborto e nem o celular de Tatiana. "Onde est� essa mulher? Onde est� o celular da minha irm�?", questiona.
Caso em Campo Grande
No dia 26 de agosto, Jandira Magdalena dos Santos Cruz saiu de casa para fazer um aborto e n�o voltou mais. Maria �ngela Magdalena contou que a filha estava com cerca de 12 semanas de gesta��o e que teria decidido abortar por "desespero". Ela tinha 27 anos e estava gr�vida de quatro meses.
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Jandira foi morta durante aborto em Campo Grande (Foto: Divulga��o) |
"A gente � muito unida. Eu sabia [que ela estava gr�vida] e queria muito. Doze ou treze semanas. Ela estava muito preocupada, no desespero mesmo. Tanto que ela confiou na primeira pessoa que apareceu", disse a m�e logo ap�s a sumi�o da jovem. Ainda segundo �ngela, Jandira pagou R$ 4,5 mil para fazer o aborto.
Poucos dias depois, um corpo carbonizado foi achado em um carro em Guaratiba, na Zona Oeste do Rio. O exame de DNA realizado pela Divis�o de Homic�dios confirmou, em setembro, que o corpo era de Jandira.
A 35� DP (Campo Grande) pediu em 2014 o indiciamento de 10 pessoas pelos crimes de aborto, fraude processual, forma��o de quadrilha e oculta��o de cad�ver. O Minist�rio P�blico acatou, denunciou e pediu a pris�o preventiva. Oito delas continuam presas: Rosemere Aparecida, Vanusa Vais Baldacine, Marcelo Eduardo de Medeiros, M�nica Gomes Teixeira, Carlos Augusto Gra�a de Oliveira, Carlos Ant�nio de Oliveira J�nior e Luciano Luis Gouv�a Pacheco.
Do G1 Rio
Por: Henrique Coelho
Link Original: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2015/07/morte-de-mulher-apos-suposto-aborto-clandestino-e-investigada-no-rio.html