GREVE DOS ÔNIBUS EM CAMPO GRANDE
Motoristas do Consórcio Guaicurus entram em greve devido a salários atrasados e falta de pagamento do 13º
Greve afeta milhares de passageiros na manhã desta segunda-feira (15) enquanto os motoristas aguardam o pagamento integral das pendências salariais
15/12/2025
07:00
REDAÇÃO
Greve dos motoristas do Consórcio Guaicurus afeta o transporte público de Campo Grande enquanto aguardam o pagamento total dos salários e do 13º salário. @REPRODUÇÃO/TERMINAL HERCULUES MAYMONE
A greve dos motoristas do Consórcio Guaicurus, responsável pelo transporte coletivo de Campo Grande, paralisou a cidade na manhã desta segunda-feira (15), afetando milhares de passageiros que dependem do serviço para se deslocar. Os trabalhadores decidiram cruzar os braços após o consórcio atrasar por 10 dias o pagamento dos salários de novembro e da parcela do 13º salário.
Na última sexta-feira (12), o Consórcio Guaicurus pagou apenas 50% dos salários atrasados, mas o STTCU-CG (Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano de Campo Grande) afirmou que, sem o pagamento integral, a greve será mantida. O presidente do sindicato, Demétrio Freitas, informou que os motoristas foram orientados a permanecer em casa e não comparecer às garagens, uma decisão que impactou o serviço de transporte na capital.
A paralisação segue até que os pagamentos de salários e do 13º salário sejam regularizados. De acordo com o sindicato, a categoria só retornará ao trabalho após o pagamento integral das pendências de uma vez, incluindo a antecipação do salário de dezembro, que deve ser quitado junto com os valores devidos.
Motivos da greve
O Consórcio Guaicurus, que já recebeu mais de R$ 1,8 bilhão desde que assumiu o serviço, enfrenta críticas recorrentes sobre a qualidade do transporte público, com constantes atrasos, ônibus em más condições e superlotação. A empresa, por sua vez, alega dificuldades financeiras devido à inadimplência de repasses do poder público, embora a Prefeitura tenha afirmado que todos os repasses legais foram feitos pontualmente, incluindo a antecipação de 57% dos valores de novembro.
Ação judicial e intervenção
Em paralelo, um comerciante entrou com uma ação popular exigindo a intervenção no Consórcio Guaicurus, apontando falhas graves na gestão e manutenção do serviço. A intervenção foi sugerida após a conclusão da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Transporte, que identificou problemas como a idade avançada da frota, falta de manutenção e má gestão financeira.
Além disso, a Agereg (Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos) informou que está acompanhando a greve e solicitou uma posição oficial do Consórcio Guaicurus. A agência não especificou, porém, se a empresa se manifestou com medidas emergenciais para mitigar os prejuízos causados à população.
Decisão judicial e audiência de conciliação
O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 24ª Região determinou que o sindicato assegure a manutenção mínima de 70% da frota durante a greve, sob pena de multa diária de R$ 20 mil em caso de descumprimento. Uma audiência de conciliação está marcada para esta terça-feira (16), às 15h45, no TRT, com o objetivo de buscar uma solução para a crise.
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