Campo Grande (MS), Quarta-feira, 04 de Fevereiro de 2026

POLÍTICAS PÚBLICAS

Lula afirma que enfrentamento à violência contra a mulher é prioridade na agenda do governo

Presidente defende mudança de postura dos homens, ações educativas e envolvimento do Judiciário e do Legislativo

17/12/2025

09:00

REDAÇÃO

MARIA GORETI

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante reunião do Conselho de Participação Social, no Palácio do Planalto, em Brasília. @© Valter Campanato/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta terça-feira (16), que o enfrentamento à violência contra a mulher passou a ser prioridade permanente na agenda do governo federal. A declaração foi feita durante a 10ª Reunião do Conselho de Participação Social, realizada no Palácio do Planalto, em Brasília.

Segundo Lula, o combate à violência de gênero deve envolver não apenas políticas públicas, mas também uma mudança cultural, especialmente entre os homens. Para o presidente, a discussão precisa ser assumida de forma coletiva e constante. Ele ressaltou que pretende atuar pessoalmente na linha de frente do tema, ao lado de homens e mulheres comprometidos com uma sociedade mais justa, digna e respeitosa.

Durante a reunião, o presidente destacou que o problema da violência contra a mulher e do feminicídio exige ações educativas desde a infância. Ele defendeu a inclusão do debate sobre igualdade de gênero no ensino fundamental, como forma de combater comportamentos machistas e promover o respeito desde cedo.

Lula também informou que convidou representantes do Judiciário e do Legislativo a tomarem iniciativas conjuntas para mudar o cenário atual. Para ele, não é possível tratar a violência contra a mulher como uma pauta exclusiva das mulheres, sendo necessária a responsabilidade direta dos homens nesse enfrentamento.

Violência e desigualdade de gênero

O Conselho de Participação Social é um espaço de escuta da sociedade civil e de assessoramento direto ao presidente da República, reunindo representantes de organizações sociais, movimentos populares e entidades sindicais. Atualmente, o colegiado conta com representantes de 68 entidades.

Durante o encontro, a conselheira Sonia Maria Coelho Gomes Orellana afirmou que a violência contra as mulheres tem raízes profundas nas desigualdades de gênero e raça. Segundo ela, esse cenário se agrava em contextos marcados pelo ódio, conservadorismo e racismo, fatores que afetam de forma mais intensa mulheres negras e de sexualidades diversas.

Na mesma linha, a conselheira Ivonete Carvalho, representante da Coordenação de Entidades Negras, destacou a necessidade de proteção às comunidades tradicionais e de avanços nas políticas de inclusão social e combate ao racismo, reforçando a importância do reconhecimento da diversidade no país.

Outros temas abordados

Além da pauta sobre violência contra a mulher, o presidente também comentou, durante o evento, a expectativa de assinatura do acordo entre o Mercosul e a União Europeia. Segundo Lula, a assinatura pode ocorrer na cúpula de chefes de Estado marcada para o dia 20, em Foz do Iguaçu, no Paraná.

O presidente destacou que o acordo envolve um mercado com Produto Interno Bruto estimado em 22 trilhões de dólares e uma população de mais de 700 milhões de habitantes. Ele reconheceu que ainda há resistências em alguns países europeus, especialmente na França, por receio de concorrência no setor agrícola, mas demonstrou otimismo quanto à conclusão do entendimento.

 


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