Campo Grande (MS), Segunda-feira, 09 de Fevereiro de 2026

INTERIOR / LUTO E MOBILIZAÇÃO

Mulheres realizam ato simbólico em Ribas do Rio Pardo pela 39ª vítima de feminicídio em MS

Manifestação silenciosa homenageia Aline Barreto da Silva e reforça o pedido pelo fim da violência contra a mulher

15/12/2025

09:00

Midiamax

REDAÇÃO

Mulheres vestidas de preto se reúnem em Ribas do Rio Pardo em ato silencioso de luto e protesto contra a violência doméstica, em homenagem à 39ª vítima de feminicídio em MS em 2025.  (Reprodução, Redes Sociais)

 

Em luto pela morte de Aline Barreto da Silva, de 33 anos, mulheres de Ribas do Rio Pardo se reúnem no fim da tarde desta segunda-feira (15) em um ato simbólico e silencioso em memória da vítima e em protesto contra a violência doméstica. Aline é a 39ª vítima de feminicídio registrada em Mato Grosso do Sul em 2025.

A manifestação está marcada para as 18h, na região da feira da cidade. As organizadoras pedem que todas as participantes compareçam vestidas de preto, como forma de demonstrar luto coletivo e solidariedade à família da vítima. O ato também busca chamar a atenção da sociedade para a escalada da violência contra mulheres no Estado.

Aline foi assassinada a facadas pelo ex-companheiro, Marcelo Augusto Vinciguerra, na madrugada de domingo (14). Ele foi preso em flagrante pela Polícia Militar em frente à residência onde o crime ocorreu. Meses antes de ser morta, Aline já havia registrado denúncia contra o agressor após sofrer uma tentativa de estrangulamento, conhecida como “mata-leão”.

Segundo o boletim de ocorrência, no sábado (13), por volta das 16h10, a vítima chegou a acionar a Polícia Militar relatando um desentendimento com o ex. Durante a madrugada, após nova chamada, os policiais encontraram o suspeito no local e apreenderam uma faca de aproximadamente 30 centímetros, escondida em uma lixeira, apontada como a arma utilizada no crime.

Aline foi socorrida em estado grave, com três perfurações de faca, duas no tórax e uma na perna esquerda, além de suspeita de pneumotórax. Apesar das tentativas médicas e da solicitação de transferência para Campo Grande, ela não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.

Nas redes sociais, amigos, vizinhos e conhecidos lamentaram a morte da vítima, destacando sua trajetória de trabalho e luta. As mensagens reforçam o sentimento de indignação e a necessidade de medidas efetivas para proteger mulheres em situação de violência.


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