POLÍTICA
Reinaldo critica obras federais paradas e defende combate ao desperdício público
Ex-governador de Mato Grosso do Sul afirma que quase 12 mil obras inacabadas representam prejuízo bilionário e perda de empregos no país
20/05/2026
08:15
REDAÇÃO
Reinaldo Azambuja defende medidas para concluir obras públicas paradas e combater desperdício de recursos federais @Divulgação
O ex-governador de Mato Grosso do Sul e pré-candidato ao Senado, Reinaldo Azambuja, criticou a existência de quase 12 mil obras federais paradas no Brasil e classificou a situação como um desperdício inaceitável de dinheiro público.
A declaração foi feita após levantamento do Tribunal de Contas da União apontar que o país possui 11.941 obras interrompidas, comprometendo investimentos bilionários e impedindo a entrega de hospitais, escolas, creches, rodovias e outras estruturas essenciais para a população.
Segundo Reinaldo, o cenário representa um retrato da ineficiência administrativa brasileira e afeta diretamente a qualidade de vida da população.
“O Brasil convive com hospitais sem atendimento, escolas sem alunos, pontes inacabadas e estradas que não ligam a lugar nenhum. Obra parada é dinheiro jogado fora e milhares de empregos desperdiçados”, afirmou.
O ex-governador destacou a experiência acumulada durante os oito anos em que administrou Mato Grosso do Sul, período em que implantou o programa Obra Inacabada Zero, criado para retomar empreendimentos herdados de gestões anteriores que estavam abandonados há anos.
De acordo com ele, a iniciativa permitiu a retomada e conclusão de mais de 220 obras em diversas regiões do Estado, beneficiando milhares de famílias.
Entre os projetos retomados durante sua gestão estão o Hospital do Trauma, em Campo Grande, a sede definitiva da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul na Capital e o Bioparque Pantanal, considerado o maior aquário de água doce do mundo.
Reinaldo afirmou que pretende levar essa experiência administrativa para o Senado Federal, defendendo mecanismos mais rigorosos de fiscalização e execução de obras públicas financiadas com recursos federais.
Entre as propostas citadas estão maior rigor técnico nos projetos, acompanhamento permanente da execução física e financeira das obras, integração entre órgãos de controle e punições mais severas para empresas e gestores responsáveis por paralisações injustificadas.
O pré-candidato também defendeu maior agilidade burocrática para evitar que impasses administrativos e jurídicos provoquem o abandono definitivo de obras importantes para estados e municípios.
“Obra pública não pode virar monumento ao desperdício. O cidadão paga imposto para ver a obra pronta, funcionando e melhorando sua vida”, declarou.
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