Campo Grande (MS), Sábado, 27 de Junho de 2026

VIOLÊNCIA NAS UNIDADES DE SAÚDE

Quase mil médicos sofreram agressões no trabalho no Rio de Janeiro desde 2018

Casos acendem alerta nacional e refletem cenário também observado em Mato Grosso do Sul

06/05/2026

07:55

REDAÇÃO

MARIA GORETI

Casos de agressão contra médicos preocupam entidades e acendem alerta também em Mato Grosso do Sul. Marcelo Camargo/Agência Brasil 

Um levantamento do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro aponta que 987 médicos foram vítimas de agressões no exercício profissional entre 2018 e 2025 no Rio de Janeiro. Do total, 717 casos ocorreram em unidades públicas e 270 na rede privada.

As agressões verbais lideram as estatísticas, com 459 registros, seguidas por 208 casos de assédio moral e 89 de agressão física. O estudo também indica que a maioria das vítimas é composta por mulheres médicas.

O tema foi debatido em encontro promovido pelo Cremerj em conjunto com o Conselho Federal de Medicina, que reforçou a necessidade de ações urgentes para garantir a segurança dos profissionais de saúde.

Em Mato Grosso do Sul, embora não haja um levantamento consolidado recente com a mesma abrangência, dados e relatos de entidades médicas apontam que a violência contra profissionais da saúde também é uma preocupação crescente. O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul já registrou ocorrências envolvendo agressões verbais, ameaças e episódios de tensão em unidades públicas, especialmente em situações de superlotação e demora no atendimento.

Profissionais relatam que os episódios costumam estar associados à sobrecarga do sistema de saúde, falta de estrutura e alta demanda, fatores que aumentam o nível de estresse entre pacientes e equipes médicas.

Assim como no cenário nacional, especialistas defendem medidas como reforço na segurança das unidades, campanhas de conscientização e protocolos de prevenção à violência no ambiente hospitalar.

A discussão ganha força diante do aumento de casos em diferentes regiões do país, evidenciando a necessidade de políticas públicas voltadas à proteção dos profissionais que atuam na linha de frente do atendimento.


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