VIOLÊNCIA NAS UNIDADES DE SAÚDE
Quase mil médicos sofreram agressões no trabalho no Rio de Janeiro desde 2018
Casos acendem alerta nacional e refletem cenário também observado em Mato Grosso do Sul
06/05/2026
07:55
REDAÇÃO
MARIA GORETI
Casos de agressão contra médicos preocupam entidades e acendem alerta também em Mato Grosso do Sul. Marcelo Camargo/Agência Brasil
Um levantamento do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro aponta que 987 médicos foram vítimas de agressões no exercício profissional entre 2018 e 2025 no Rio de Janeiro. Do total, 717 casos ocorreram em unidades públicas e 270 na rede privada.
As agressões verbais lideram as estatísticas, com 459 registros, seguidas por 208 casos de assédio moral e 89 de agressão física. O estudo também indica que a maioria das vítimas é composta por mulheres médicas.
O tema foi debatido em encontro promovido pelo Cremerj em conjunto com o Conselho Federal de Medicina, que reforçou a necessidade de ações urgentes para garantir a segurança dos profissionais de saúde.
Em Mato Grosso do Sul, embora não haja um levantamento consolidado recente com a mesma abrangência, dados e relatos de entidades médicas apontam que a violência contra profissionais da saúde também é uma preocupação crescente. O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul já registrou ocorrências envolvendo agressões verbais, ameaças e episódios de tensão em unidades públicas, especialmente em situações de superlotação e demora no atendimento.
Profissionais relatam que os episódios costumam estar associados à sobrecarga do sistema de saúde, falta de estrutura e alta demanda, fatores que aumentam o nível de estresse entre pacientes e equipes médicas.
Assim como no cenário nacional, especialistas defendem medidas como reforço na segurança das unidades, campanhas de conscientização e protocolos de prevenção à violência no ambiente hospitalar.
A discussão ganha força diante do aumento de casos em diferentes regiões do país, evidenciando a necessidade de políticas públicas voltadas à proteção dos profissionais que atuam na linha de frente do atendimento.
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