ESPORTES
Lei de Gleice Jane reforça compromisso com a igualdade no esporte em Mato Grosso do Sul a um ano da Copa do Mundo Feminina
Iniciativa estabelece critérios mínimos de distribuição de recursos públicos e amplia debate sobre valorização das mulheres no esporte
25/06/2026
08:45
REDAÇÃO
Copa do Mundo Feminina de 2027 reforça debate sobre legado e valorização do esporte feminino no país. @Divulgação
A um ano da realização da Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027, que será disputada pela primeira vez na América do Sul, o debate sobre o fortalecimento do esporte feminino ganha ainda mais relevância em todo o país. No Brasil, a contagem regressiva para o torneio já mobiliza ações em cidades-sede e reforça a expectativa de um legado duradouro para o desenvolvimento da modalidade.
Em Mato Grosso do Sul, esse movimento já se reflete em políticas públicas. Em 2024, foi sancionada a Lei nº 6.296, de autoria da deputada estadual Gleice Jane, que estabelece critérios de igualdade na distribuição de recursos públicos destinados ao incentivo ao esporte.
A legislação determina que nenhum gênero poderá receber menos de 30% dos recursos públicos voltados ao setor esportivo, incluindo verbas de fundos de incentivo, loterias e outras fontes de financiamento estatal. O objetivo é reduzir a desigualdade histórica no investimento entre modalidades masculinas e femininas.
Durante a tramitação do projeto, a parlamentar destacou que a falta de investimento adequado no esporte feminino impacta diretamente o desenvolvimento das atletas, a estrutura das competições e a formação de novas gerações.
Segundo Gleice Jane, garantir uma distribuição mais equilibrada dos recursos públicos é fundamental para promover maior justiça no esporte e ampliar oportunidades.
A deputada também ressaltou que o futebol feminino ainda enfrenta desafios relacionados a financiamento, visibilidade e condições de treinamento, além de menor exposição na mídia em comparação ao esporte masculino.
A realização da Copa do Mundo Feminina de 2027 é vista como uma oportunidade histórica para impulsionar a modalidade no país. A expectativa é que o evento deixe como legado o fortalecimento das políticas públicas, ampliação de investimentos e incentivo à participação feminina no esporte.
Nesse contexto, a legislação de Mato Grosso do Sul antecipa um debate internacional sobre igualdade no esporte, reforçando a importância de ações estruturais para garantir mais oportunidades a meninas e mulheres.
Com a aproximação do Mundial, iniciativas como a lei estadual mostram que o legado da Copa começa antes do apito inicial, por meio de medidas que ampliam o acesso, valorizam atletas e fortalecem o esporte como instrumento de inclusão social.
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