Campo Grande (MS), Quarta-feira, 24 de Junho de 2026

SAÚDE PÚBLICA

Vacinados com dose fracionada contra febre amarela devem reforçar imunização, alertam autoridades

Campanhas de 2018 exigem atualização vacinal após período estimado de proteção; recomendação vale especialmente para áreas de maior circulação de pessoas

24/06/2026

08:40

REDAÇÃO

MARIA GORETI

Autoridades de saúde reforçam a necessidade de atualização da vacina contra febre amarela em pessoas imunizadas com dose fracionada em 2018. @Divulgação

Autoridades de saúde reforçam a importância da vacinação contra a febre amarela, especialmente para pessoas que receberam a dose fracionada aplicada em campanhas emergenciais de 2018. A medida, adotada na época em alguns estados para ampliar a cobertura vacinal, tem proteção estimada de até cerca de oito anos, o que torna necessária a atualização da imunização.

Em 2018, a vacina fracionada foi disponibilizada exclusivamente na rede pública de saúde. Já na rede privada, a versão aplicada não possui autorização para fracionamento.

O Brasil e diversas regiões das Américas são consideradas áreas endêmicas para a febre amarela. Embora os casos atuais estejam concentrados em zonas específicas, o fluxo intenso de pessoas entre áreas urbanas e rurais, especialmente em períodos de férias e eventos turísticos, aumenta a preocupação das autoridades sanitárias.

Segundo a infectologista pediátrica Sylvia Freire, a doença é transmitida por mosquitos e não há transmissão direta entre pessoas, mas o risco de circulação do vírus permanece em áreas com presença de vetores.

“A doença é transmitida por mosquitos e não há registro de transmissão entre humanos, mas cabe lembrar que o Aedes aegypti, um mosquito presente nas cidades, pode funcionar como vetor e transmitir o vírus”, explicou.

A especialista destaca que a circulação entre áreas urbanas e rurais amplia a possibilidade de exposição, reforçando a importância da vacinação como principal forma de prevenção.

A vacina é recomendada para pessoas entre 9 meses e 59 anos que não tenham sido previamente imunizadas ou que necessitem atualização da dose.

Apesar de sua relevância epidemiológica, a febre amarela registra menos casos do que outras arboviroses como dengue, chikungunya e zika. Ainda assim, trata-se de uma doença de evolução rápida e potencialmente grave, com alta letalidade nos casos mais severos.


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