SUS RETOMA REFORÇO DA VACINA CONTRA A PÓLIO
SUS volta a aplicar duas doses de reforço da vacina contra a poliomielite
Mudança passa a valer em agosto e substitui gotinha pela vacina injetável no esquema de imunização infantil
23/06/2026
08:45
REDAÇÃO
MARIA GORETI
Profissional de saúde prepara vacina durante campanha de imunização infantil. O SUS passa a adotar duas doses de reforço contra a poliomielite e esquema exclusivo com vacina injetável a partir de agosto. @Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
O Sistema Único de Saúde (SUS) vai retomar, a partir de agosto, o esquema com duas doses de reforço da vacina contra a poliomielite. A atualização também marca a substituição definitiva da vacina oral, conhecida como “gotinha”, pela versão injetável em todas as aplicações.
A mudança segue recomendação do Ministério da Saúde após avaliação da Câmara Técnica Assessora em Imunizações e orientação do Programa Nacional de Imunizações (PNI). O novo esquema passa a valer a partir do dia 3 de agosto.
Com a atualização, crianças passam a receber três doses iniciais da vacina inativada aos 2, 4 e 6 meses de idade, seguidas de dois reforços, aos 15 meses e aos 4 anos, também com a vacina injetável.
Até 2024, o modelo adotado no país combinava a vacina injetável nas doses iniciais e duas doses de reforço com a vacina oral. No entanto, a substituição ocorre devido ao risco raro de mutação do vírus atenuado presente na versão oral, que pode causar a doença.
Segundo especialistas da área de imunização, o reforço é necessário porque a proteção da vacina pode diminuir ao longo do tempo, tornando essencial a manutenção de níveis elevados de imunidade. A recomendação segue parâmetros da Organização Mundial da Saúde.
A vacina é indicada principalmente para crianças menores de 5 anos, faixa etária mais vulnerável a formas graves da doença. Em situações de surtos, a imunização pode ser ampliada também para adultos.
O Brasil não registra casos de poliomielite há 37 anos e recebeu, em 1994, o certificado de eliminação da circulação do vírus. Apesar disso, a circulação ainda ocorre em alguns países, o que mantém a vacinação como principal forma de prevenção.
Entre 1968 e 1989, o país registrou mais de 26 mil casos de pólio. A doença, que pode causar sintomas leves em muitos casos, também pode atingir o sistema nervoso central e provocar paralisia e morte, razão pela qual é conhecida como paralisia infantil.
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