ALERGIAS EM ALTA NO MUNDO
Alergias podem atingir metade da população até 2050, alertam especialistas
Campanha mundial destaca aumento de casos e reforça importância do diagnóstico e tratamento para controle das doenças alérgicas
22/06/2026
07:45
REDAÇÃO
Especialistas alertam para o aumento das alergias no mundo e reforçam a importância do diagnóstico e controle das doenças. @Arquivo/Agência Brasil
Dados da Organização Mundial de Alergia (WAO, na sigla em inglês) apontam que cerca de 30% da população mundial convive com algum tipo de alergia. No Brasil, a realidade segue a mesma tendência, formando o que especialistas chamam de “uma multidão, um país dentro de outro”, devido à alta prevalência dessas condições.
“São vários tipos de doença ocasionadas por uma alteração do nosso sistema imunológico, que responde de uma maneira mais exacerbada a estímulos, causando inflamações”, explicou à Agência Brasil a presidente da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), Fátima Rodrigues Fernandes.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) projeta que, até 2050, metade da população mundial poderá apresentar algum tipo de alergia, impulsionada principalmente pelas mudanças climáticas e pelo aumento da exposição a agentes alergênicos.
Entre as doenças mais comuns está a rinite alérgica, que atinge cerca de 30% da população brasileira, com índices ainda maiores entre crianças e adolescentes. Já a asma afeta aproximadamente 20% dos brasileiros e atinge cerca de 260 milhões de pessoas no mundo, sendo responsável por mais de 450 mil mortes por ano.
Outra condição frequente é a dermatite atópica, doença crônica da pele que afeta principalmente crianças, com prevalência de cerca de 20% nessa faixa etária. Em muitos casos, o início ocorre no primeiro ano de vida.
Segundo a Asbai, sintomas como coceira intensa, falta de ar, espirros constantes, coriza e lesões de pele podem comprometer significativamente a qualidade de vida dos pacientes, levando inclusive a quadros de ansiedade e depressão.
A Semana Mundial da Alergia, que ocorre entre 21 e 27 deste mês, reforça a importância da conscientização, diagnóstico precoce e tratamento adequado. A campanha deste ano tem como tema “Cuidado com a Alergia é Cuidado Essencial”.
Especialistas destacam que, embora muitas alergias tenham origem genética e não apresentem cura, elas podem ser controladas com acompanhamento médico e identificação correta dos agentes desencadeadores.
“O importante é diagnosticar, cuidar e permitir que o indivíduo tenha uma vida normal e não, simplesmente, isolada”, afirmou a presidente da Asbai.
O diagnóstico pode ser feito por testes cutâneos ou exames de sangue, que ajudam a identificar os alérgenos responsáveis e orientar o tratamento adequado.
Entre as recomendações da campanha estão não normalizar sintomas persistentes, seguir corretamente o tratamento prescrito e adotar medidas ambientais para reduzir a exposição a poeira, mofo e ácaros.
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