Campo Grande (MS), Segunda-feira, 29 de Junho de 2026

SAÚDE OCULAR

Alergias nos olhos aumentam no outono e exigem atenção aos sintomas

Tempo seco e maior concentração de poeira favorecem crises alérgicas e podem agravar inflamações oculares

28/04/2026

08:25

REDAÇÃO

MARIA GORETI

Tempo seco e poeira aumentam casos de alergias oculares durante o outono  @Prostooleh no Freepik

Com a chegada do outono, cresce o número de casos de alergias oculares, impulsionados pelas mudanças climáticas típicas da estação. A redução da umidade do ar e o aumento da concentração de poeira, ácaros e poluentes criam um ambiente propício para o surgimento e agravamento de sintomas, especialmente em pessoas mais sensíveis.

Entre os quadros mais comuns estão a conjuntivite alérgica sazonal, relacionada a fatores ambientais específicos, e a forma perene, geralmente associada à poeira doméstica. Em situações menos frequentes, pode ocorrer a ceratoconjuntivite vernal, que exige acompanhamento especializado, principalmente em crianças e jovens.

Os principais sinais incluem coceira intensa, vermelhidão, lacrimejamento, sensação de areia nos olhos, ardor e inchaço nas pálpebras. Apesar disso, muitas pessoas ainda confundem alergias com infecções oculares, o que pode atrasar o diagnóstico adequado.

A baixa umidade do ar também compromete a lubrificação natural dos olhos, tornando-os mais vulneráveis à irritação. Além disso, a permanência em ambientes fechados durante períodos mais frios aumenta a exposição a agentes alérgenos.

Um hábito comum que deve ser evitado é coçar os olhos. A prática pode intensificar a inflamação, causar lesões na córnea e até contribuir para o desenvolvimento de problemas mais graves ao longo do tempo.

A prevenção inclui medidas simples, como manter ambientes limpos e ventilados, evitar acúmulo de poeira, higienizar mãos e rosto com frequência e utilizar colírios lubrificantes quando indicados. Em casos de sintomas persistentes, dor, secreção ou alteração na visão, a recomendação é buscar avaliação com um oftalmologista.O tratamento varia conforme a gravidade, podendo incluir colírios antialérgicos e lubrificantes. Em quadros mais severos, pode ser necessário o uso de medicamentos específicos, sempre com orientação médica.


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