ENERGIA MAIS CARA
Aneel aprova reajuste de 12,11% na tarifa da Energisa em Mato Grosso do Sul
Novo índice passa a valer após publicação oficial e terá impacto diferente conforme o tipo de consumidor
23/04/2026
08:00
REDAÇÃO
Aneel aprova reajuste de mais de 12% na tarifa de energia elétrica em Mato Grosso do Sul. @Reprodução
A Agência Nacional de Energia Elétrica homologou, nesta terça-feira (22), o reajuste tarifário anual da Energisa Mato Grosso do Sul, com efeito médio de 12,11% para os consumidores do Estado.
O novo percentual entra em vigor após a publicação da resolução homologatória. O índice aprovado considera o diferimento de R$ 21 milhões solicitado pela concessionária dentro dos limites regulatórios. Sem esse mecanismo, o reajuste médio seria de 12,61%.
Com a medida, o impacto foi reduzido para 12,39% entre consumidores de alta tensão e 11,98% para os de baixa tensão.
Relatora do processo, a diretora-geral da ANEEL, Agnes Maria de Aragão da Costa, destacou que a decisão contou com a anuência do Conselho de Consumidores, embora com ressalvas relacionadas ao acúmulo de custos futuros na tarifa.
Durante a análise, o diretor-geral Sandoval Feitosa ressaltou que os reajustes seguem regras contratuais e refletem fatores que vão além da regulação, defendendo a necessidade de soluções estruturais para garantir maior previsibilidade ao setor.
O Conselho de Consumidores da Área de Concessão da Energisa MS acompanhou o processo e concordou com o diferimento como forma de amenizar o impacto imediato, mas alertou para o crescimento contínuo de encargos, especialmente da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).
A presidente do conselho, Rosimeire Costa, destacou a importância de equilibrar a sustentabilidade do setor com a capacidade de pagamento dos consumidores.
O processo de reajuste passou por adiamentos e negociações desde o início de abril, com participação do Ministério de Minas e Energia do Brasil, que buscou alternativas para reduzir o impacto tarifário.
A decisão encerra a tramitação, mas mantém o desafio de equilibrar custos do setor elétrico com tarifas mais acessíveis à população.
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