Campo Grande (MS), Domingo, 28 de Junho de 2026

ENERGIA MAIS CARA

Aneel aprova reajuste de 12,11% na tarifa da Energisa em Mato Grosso do Sul

Novo índice passa a valer após publicação oficial e terá impacto diferente conforme o tipo de consumidor

23/04/2026

08:00

REDAÇÃO

Aneel aprova reajuste de mais de 12% na tarifa de energia elétrica em Mato Grosso do Sul. @Reprodução

A Agência Nacional de Energia Elétrica homologou, nesta terça-feira (22), o reajuste tarifário anual da Energisa Mato Grosso do Sul, com efeito médio de 12,11% para os consumidores do Estado.

O novo percentual entra em vigor após a publicação da resolução homologatória. O índice aprovado considera o diferimento de R$ 21 milhões solicitado pela concessionária dentro dos limites regulatórios. Sem esse mecanismo, o reajuste médio seria de 12,61%.

Com a medida, o impacto foi reduzido para 12,39% entre consumidores de alta tensão e 11,98% para os de baixa tensão.

Relatora do processo, a diretora-geral da ANEEL, Agnes Maria de Aragão da Costa, destacou que a decisão contou com a anuência do Conselho de Consumidores, embora com ressalvas relacionadas ao acúmulo de custos futuros na tarifa.

Durante a análise, o diretor-geral Sandoval Feitosa ressaltou que os reajustes seguem regras contratuais e refletem fatores que vão além da regulação, defendendo a necessidade de soluções estruturais para garantir maior previsibilidade ao setor.

O Conselho de Consumidores da Área de Concessão da Energisa MS acompanhou o processo e concordou com o diferimento como forma de amenizar o impacto imediato, mas alertou para o crescimento contínuo de encargos, especialmente da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).

A presidente do conselho, Rosimeire Costa, destacou a importância de equilibrar a sustentabilidade do setor com a capacidade de pagamento dos consumidores.

O processo de reajuste passou por adiamentos e negociações desde o início de abril, com participação do Ministério de Minas e Energia do Brasil, que buscou alternativas para reduzir o impacto tarifário.

A decisão encerra a tramitação, mas mantém o desafio de equilibrar custos do setor elétrico com tarifas mais acessíveis à população.


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