ALERTA PARA GRIPE E IMPORTÂNCIA DA VACINAÇÃO
Influenza provoca milhões de casos graves e mortes todos os anos
Especialista reforça sintomas, riscos e importância da imunização para prevenir complicações
17/04/2026
08:36
REDAÇÃO
MARIA GORETI
Vacinação contra a gripe é fundamental para reduzir casos graves, internações e mortes causadas pela influenza em todo o país
A influenza, conhecida como gripe, é uma infecção respiratória viral aguda responsável por epidemias sazonais que impactam sistemas de saúde em todo o mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a doença está associada a cerca de 1 bilhão de casos anuais, com 3 a 5 milhões de quadros graves e até 650 mil mortes por complicações respiratórias.
De acordo com a médica infectologista Sylvia Freire, do Sabin Diagnóstico e Saúde, os sintomas mais comuns incluem febre de início súbito, tosse, dor de cabeça, dores musculares, dor de garganta, coriza e mal-estar. Em grupos mais vulneráveis, como idosos, bebês e pessoas com doenças crônicas ou imunossupressoras, o risco de complicações é maior.
“Esses pacientes podem evoluir para quadros graves como pneumonia, infecções e insuficiência respiratória, com maior possibilidade de internação e até morte”, explica a especialista.
No Brasil, dados do sistema InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz, mostram que em 2025 foram registrados cerca de 220 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave. Entre os casos com identificação viral, aproximadamente 25% estavam associados à influenza A, que também respondeu por quase metade dos óbitos.
O boletim mais recente aponta que os casos e hospitalizações por influenza A seguem em alta em grande parte das regiões Centro-Sul e em alguns estados do Nordeste.
A vacinação é considerada a principal forma de prevenção. O imunizante é recomendado para todas as pessoas a partir dos seis meses de idade. Crianças que recebem a vacina pela primeira vez devem tomar duas doses, enquanto a partir dos nove anos a aplicação passa a ser anual.
Segundo a especialista, a vacina é produzida com vírus inativados, incapazes de causar a doença, mas que estimulam o sistema imunológico. “Quando a pessoa entra em contato com o vírus, o organismo já está preparado para responder de forma mais rápida, reduzindo o risco de quadros graves”, afirma.
A composição da vacina é atualizada todos os anos, seguindo orientações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, com base na vigilância global coordenada pela OMS. Isso ocorre devido à alta capacidade de mutação do vírus influenza.
Para 2026, as vacinas trivalentes incluem as cepas A (H1N1 e H3N2) e B (linhagem Victoria). Já as versões quadrivalentes podem incluir um segundo tipo de influenza B. No Sistema Único de Saúde, o imunizante disponibilizado segue o modelo trivalente, enquanto a rede privada oferece opções atualizadas conforme regulamentação.
A orientação das autoridades de saúde é manter a vacinação em dia, especialmente entre os grupos mais vulneráveis, como forma de reduzir internações, complicações e mortes associadas à gripe.
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