Campo Grande (MS), Domingo, 28 de Junho de 2026

SAÚDE DA MULHER

Perimenopausa pode surgir mais cedo com influência do estilo de vida moderno

Especialista alerta para sintomas e reforça importância do diagnóstico e acompanhamento médico

14/04/2026

08:00

REDAÇÃO

Sintomas da perimenopausa exigem atenção e acompanhamento para garantir qualidade de vida

Insônia, irritabilidade, cansaço extremo, lapsos de memória e alterações no ciclo menstrual. Sintomas muitas vezes associados ao estresse da rotina podem, na verdade, indicar o início da perimenopausa, fase de transição que antecede a menopausa e marca o declínio natural da função ovariana.

De acordo com a endocrinologista Deborah Goulart Ferreira, do Sabin Diagnóstico e Saúde, esses sinais não devem ser ignorados ou tratados como algo comum do dia a dia.

“É importante que esses desconfortos não sejam normalizados. Uma avaliação clínica detalhada, aliada a exames laboratoriais, pode confirmar a fase da perimenopausa e descartar outras condições, como distúrbios da tireoide”, explica a especialista.

A perimenopausa costuma começar por volta dos 40 anos e pode durar, em média, até oito anos antes da última menstruação. Nesse período, há oscilações nos níveis hormonais, especialmente de estrogênio e progesterona, o que provoca mudanças físicas e emocionais.

Especialistas apontam que, além de fatores genéticos, o estilo de vida moderno pode influenciar no surgimento precoce ou mais intenso dos sintomas. Estresse crônico, alimentação inadequada, sedentarismo, obesidade e tabagismo estão entre os principais fatores que podem impactar o equilíbrio hormonal.

Entre os sinais mais comuns estão ciclos menstruais irregulares, ondas de calor, dificuldade para dormir, alterações de humor e queda de energia, sintomas que podem afetar diretamente a qualidade de vida.

Para uma avaliação completa, são indicados exames hormonais como FSH, estradiol, LH, progesterona, além da análise da função da tireoide, com TSH e T4 livre, que ajudam a diferenciar a perimenopausa de outras condições com sintomas semelhantes.

A especialista reforça que a perimenopausa não é uma doença, mas uma fase natural da vida da mulher. Segundo ela, com acompanhamento médico adequado, prática de atividade física e alimentação equilibrada, é possível atravessar esse período com mais qualidade de vida e bem-estar.


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