SAÚDE EM TRANSFORMAÇÃO
Cassems completa 25 anos e se consolida como referência hospitalar em Mato Grosso do Sul
Instituição reúne 10 hospitais próprios, concentra quase 30% dos leitos de UTI do Estado e ultrapassa 9 milhões de atendimentos anuais
27/02/2026
17:00
REDAÇÃO
MARIA GORETI
Rede hospitalar da Cassems conta com 10 hospitais próprios e concentra quase 30% dos leitos de UTI de Mato Grosso do Sul. @Divulgação
Criada em 2001 a partir da mobilização dos próprios servidores públicos estaduais, a Caixa de Assistência dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul completa 25 anos em 2026 consolidada como um dos principais pilares da infraestrutura hospitalar privada do Estado. Atualmente, a instituição responde por quase 30% dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva em Mato Grosso do Sul.

Ao longo de duas décadas e meia, a Cassems desenvolveu um modelo de autogestão em saúde que se diferencia das operadoras tradicionais. Enquanto muitos planos atuam apenas na intermediação de serviços, a instituição investiu na criação de uma rede hospitalar própria e na interiorização de serviços de alta complexidade, reduzindo a necessidade de deslocamento de pacientes para grandes centros como São Paulo e Curitiba.
O crescimento da operadora também se reflete nos números. Em 2001, eram realizados cerca de 350 mil procedimentos por ano. Atualmente, esse volume ultrapassa 9,4 milhões de atendimentos anuais em Mato Grosso do Sul, entre consultas, exames, cirurgias e atendimentos de urgência.
A rede hospitalar da instituição começou a ser estruturada em 2004, com a implantação da primeira unidade em Dourados. Hoje, são dez hospitais próprios distribuídos pelo Estado, que já somam mais de 8,6 milhões de atos médicos realizados ao longo dos anos.

Além dos hospitais, a estrutura inclui 76 unidades de atendimento, entre centros médicos e clínicas, além de dez laboratórios estratégicos instalados principalmente em Campo Grande, Dourados e Três Lagoas.
Tecnologia e inovação
A modernização tecnológica é uma das marcas da instituição. Em 2024, a rede realizou 256 cirurgias robóticas. Já em 2026, a Cassems passou a realizar procedimentos de telecirurgia robótica, contabilizando 42 intervenções pioneiras na unidade hospitalar de Campo Grande.
Outro marco na assistência médica foi a implantação do serviço de Transplante de Medula Óssea, único autorizado em Mato Grosso do Sul. Em quatro anos de habilitação, o procedimento já beneficiou 15 pacientes no Estado.
A instituição também implantou o serviço de cirurgia cardíaca pediátrica de alta complexidade no Hospital Cassems de Campo Grande, atualmente o único da rede privada sul-mato-grossense a oferecer esse tipo de atendimento. Até o momento, já foram realizados 34 procedimentos.

Entre as iniciativas voltadas à inclusão e ao cuidado especializado está o Espaço Somos, dedicado ao atendimento de crianças e jovens com transtorno do espectro autista. O programa já ultrapassou 40 mil atendimentos em diferentes unidades da rede.
Regionalização da saúde
A estratégia de regionalização da assistência hospitalar também trouxe impactos significativos para o atendimento em casos graves. Antes da implantação da estrutura hospitalar da Cassems em Corumbá, por exemplo, pacientes em estado crítico precisavam percorrer cerca de 425 quilômetros até Campo Grande.
Com a instalação de uma UTI na cidade, o tempo de resposta para atendimento em situações de emergência foi reduzido de cerca de sete horas para aproximadamente 15 minutos.

Em Dourados, o hospital da rede também passou a atuar como centro de formação profissional, com programas de residência médica e multiprofissional em oncologia aprovados pelo Ministério da Educação.
Impacto econômico e social
Além da atuação na área da saúde, a Cassems também possui impacto significativo na economia estadual. Atualmente, a instituição gera cerca de 3.350 empregos diretos.
A composição do quadro funcional também reflete políticas de diversidade. As mulheres representam 76% dos trabalhadores da instituição e ocupam 67% dos cargos de liderança.
A operadora também mantém iniciativas de inclusão social por meio do programa Cassems Soma, voltado à inserção de pessoas com deficiência e à promoção da diversidade no ambiente de trabalho.
Para os próximos anos, a instituição projeta desafios relacionados ao envelhecimento da população e ao aumento dos custos médicos. Ainda assim, a gestão participativa, na qual os servidores atuam como beneficiários e gestores do sistema, continua sendo apontada como o principal pilar para a sustentabilidade do modelo.

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