CAPITAL / CONTROLE DE QUALIDADE
Asfalto passa por testes em laboratório antes de recompor ruas de Campo Grande
Análises técnicas garantem padrão, resistência e durabilidade nas recomposições asfálticas após obras de saneamento na capital
06/03/2026
12:25
REDAÇÃO
Asfalto passa por testes em laboratório antes de recompor ruas de Campo Grande
Antes de chegar às ruas de Campo Grande, o asfalto utilizado nas recomposições de pavimento passa por uma série de testes técnicos que garantem qualidade, segurança e durabilidade nas intervenções realizadas após obras de saneamento.
O processo é conduzido pelo Laboratório Tecnológico de Análises de Solo e Asfalto da Águas Guariroba, responsável por analisar parâmetros, validar processos e acompanhar o desempenho dos materiais aplicados nas ruas da capital.
Criado em 2018, o laboratório é coordenado por Isabelle Bená e tem como líder técnico Fábio de Souza Bogado. A equipe realiza aferições seguindo normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e especificações do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).
Segundo a coordenação, o espaço funciona como um centro de referência para definição de critérios técnicos e realização de contraprovas dos materiais utilizados nas obras.
De acordo com Isabelle Bená, o objetivo é assegurar que as recomposições asfálticas sigam parâmetros reconhecidos nacionalmente. Ela explica que o laboratório dá suporte às equipes de campo, valida os materiais e garante que as intervenções tenham desempenho adequado ao longo do tempo.
Testes antes da aplicação
Antes da recomposição das vias, o laboratório realiza a caracterização do solo que será utilizado no reaterro das valas abertas para instalação das tubulações.
Entre as análises está a verificação da distribuição granulométrica do material, que identifica a proporção de areia, brita e partículas finas presentes no solo.
Em seguida, é realizado o ensaio de compactação conforme a norma NBR 7182 da ABNT, que determina a chamada umidade ótima, quantidade ideal de água necessária para que o solo atinja sua maior densidade e resistência.
Outro procedimento importante é o ensaio de CBR, regulamentado pela NBR 9895, que mede a capacidade de suporte do solo sob carga e indica se a base terá resistência suficiente para suportar o tráfego.
No caso da massa asfáltica, o controle começa com a verificação do teor de CAP, o Cimento Asfáltico de Petróleo responsável por ligar os agregados da mistura.
Depois são realizados testes de granulometria e o ensaio Marshall, metodologia amplamente utilizada nas especificações do DNIT que avalia estabilidade e fluência da mistura asfáltica.
Durante essa etapa, o laboratório produz corpos de prova, amostras cilíndricas feitas com o mesmo material que será aplicado na rua. Essas peças são submetidas a testes de resistência e servem como referência técnica para a execução das obras.
Execução em campo
Com os parâmetros definidos em laboratório, as equipes de campo realizam a recomposição das valas abertas durante os serviços de saneamento.
Segundo o coordenador de serviços da concessionária, Hugo Faleiro, o material utilizado já chega preparado com a umidade adequada. O reaterro é feito em camadas sucessivas, garantindo compactação correta e proteção das redes instaladas.
Na etapa final é aplicado o material impermeabilizante e, após autorização técnica do laboratório, a recomposição asfáltica é executada.
Controle após a obra
O acompanhamento técnico continua mesmo após a aplicação do asfalto. Em frentes de obra selecionadas, a equipe do laboratório realiza medições para verificar o grau de compactação do solo.
Um dos métodos utilizados é o ensaio de densidade in situ pelo frasco de areia, previsto na norma NBR 7185 da ABNT. O procedimento permite calcular a densidade real do solo aplicado na vala.
A concessionária também utiliza o equipamento LWD, que mede a deformação do solo após um impacto controlado, indicando se a base possui rigidez suficiente para suportar o tráfego.
Além disso, são retirados testemunhos do pavimento, amostras cilíndricas da camada asfáltica que são analisadas em laboratório para verificar espessura, densidade e conformidade com os parâmetros definidos anteriormente.
Com esse conjunto de testes e acompanhamentos, o laboratório garante que o padrão definido em análise técnica seja efetivamente reproduzido na rua.
Para moradores, a qualidade da recomposição faz diferença no resultado final das obras. A moradora Ilda Carvalho, do bairro Jardim Presidente, afirma que o serviço executado na região trouxe melhorias para a infraestrutura do local e garantiu a recuperação da via após a intervenção.
Liderança em saneamento
A Águas Guariroba e a Ambiental MS Pantanal fazem parte do grupo Aegea Saneamento, considerado líder no setor privado de saneamento básico no Brasil.
A companhia atende mais de 39 milhões de pessoas e está presente em quase 900 cidades distribuídas em 15 estados brasileiros, com projetos voltados à ampliação do acesso à água tratada e ao esgotamento sanitário, contribuindo para o desenvolvimento sustentável e a melhoria da saúde pública.
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