POLÍCIA
Juiz vê conduta violenta e mantém prisão de músico por morte de jornalista
Vanessa Ricarte foi assassinada com três facadas no peito por ex-noivo, músico da Capital
14/02/2025
12:50
CGNEWS
MARIA GORETI
Caio durante uma de suas apresentações. (Foto: Redes sociais)
O músico Caio Cesar Nascimento Pereira, de 35 anos, continuará atrás das grades pelo assassinato da ex-noiva, a jornalista Vanessa Ricarte, de 42 anos, crime ocorrido na tarde de quarta-feira (12), em Campo Grande. A prisão preventiva foi decretada pelo juiz Valter Tadeu Carvalho durante audiência de custódia na manhã de hoje (14).
Na decisão, o magistrado entendeu que Caio Cesar tem maus antecedentes, além de haver "indícios suficientes de autoria e materialidade".
Destaca-se, ainda, que o crime teria sido praticado mesmo na presença de uma terceira pessoa que acompanhava a vítima, a qual também foi ameaçada. Além disso, o autuado possui histórico de envolvimento em crimes de violência doméstica, conforme se verifica em antecedentes. (...) é vezeiro em condutas dessa natureza o que evidencia sua periculosidade e a necessidade da prisão para prevenir novas infrações".
Agora, o músico deverá ser encaminhado a um presídio. O advogado que defende Caio foi procurado pelo Campo Grande News, mas não deu declarações até o momento.
Feminicídio - A jornalista Vanessa Ricarte já havia solicitado medida protetiva por se sentir ameaçada por Caio. Na quarta-feira, depois de sair da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), onde foi buscar outras informações a respeito da medida, ela seguiu até o imóvel onde morava com o músico para buscar os pertences.
Houve discussão e Caio a esfaqueou três vezes no coração. Um amigo que a acompanhava arrastou Vanessa e se trancou em um cômodo da casa, enquanto era ameaçado. Depois de poucos minutos, conseguiu acionar a polícia. Vanessa Ricarte chegou a ser socorrida pelos bombeiros, mas não resistiu e morreu na Santa Casa de Campo Grande.
Caio Cesar, que tem histórico longo de violência doméstica, foi preso em flagrante e ficou em silêncio na delegacia. Fora de suspeita, era considerado um "cara gente boa", que tocava piano e cantava músicas gospels, além de ter feito parte de duplas sertanejas famosas e cantado com artistas regionais do MPB.
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