Campo Grande (MS), Quarta-feira, 01 de Julho de 2026

COLUNA

Politicando com Jota Menon

08/11/2022

17:13

JOTA MENON

CONCEDIDO E CASSADO – Nos anos vigentes da ditadura militar (1964/1985), a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso uno aprovou e depois revogou um título de Cidadão Mato-grossense a Leonel de Moura Brizola (foto acima) que foi deputado estadual, deputado federal, governador do Rio Grande do Sul e depois duas vezes governador do Estado do Rio de Janeiro.

REPETECO – Mato Grosso do Sul quase repete o feito da Assembleia Legislativa Mato-grossense na manhã desta terça-feira quando foi rejeitada em plenário uma proposição do vereador Amarildo Cruz (PT/foto à esquerda) solicitando o envio de votos de congratulações ao presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

REPETECO (1) – Apesar de ser um fato parecido, em época e situação completamente diferentes dos anos de chumbo comandados pela ditadura militar, a história quase se repete. A diferença é que no antigo Mato Grosso indiviso os parlamentares aprovaram e só depois das primeiras cassações de mandatos optaram por cassar a honraria que só seria reestabelecida no ano de 2010 pela Alems, um dia depois da morte de Brizola. O também já falecido deputado Onevan José de Matos (foto à direita), à época no PDT, foi o autor da proposição que reparou um ato covarde ocorrido havia mais de 40 anos.

OS CONTRÁRIOS – Os oito deputados que votaram contra a homenagem a Lula foram Evander Vendramini (PP), Antônio Vaz (Republicanos), Capitão Contar (PRTB), Coronel Davi (PL), Herculano Borges (Republicanos), João Henrique (PL), Mara Caseiro (PSDB) e Rinaldo Modesto (Podemos).

OS FAVORÁVEIS – Os nove deputados que foram favoráveis ao envio de congratulações a Lula foram Barbosinha (PP, vice-governador eleito), Felipe Orro (PSD), Lucas de Lima (Solidariedade), Paulo Corrêa (PSDB), Paulo Duarte (PSB), Pedro Kemp (PT), Gerson Claro (PP) e Jamilson Name (PSDB).

ABSTIVERAM-SE – Os deputados Renato Câmara (MDB), Márcio Fernandes (MDB), Londres Machado (PP), Zé Teixeira (PSDB), Neno Razuk (PSDB) e Marçal Filho (PP) estavam presentes, mas se abstiveram de votar.

EMPATE – Eram necessários os votos de 16 deputados estaduais para a aprovação da moção. No entanto, foram oito votos contrários e nove favoráveis, além das seis abstenções, o que resultou na rejeição do envio de congratulações a Lula.

CONTRÁRIOS, POR TABELA – Registre-se que abstenção em votações que exigem dois terços dos votos para a aprovação de determinadas proposições tem o mesmo significado do que votar contra.

PEQUENEZ – Com todo o respeito que merecem os deputados estaduais, não posso deixar de registrar a decepção com uma atitude reacionária desse porte que só dá a dimensão da pequenez de alguns parlamentares. Com certeza, lá na frente, quando Lula estiver no comando do país, os deputados que votaram contrário ao envio de congratulações ao ainda presidente eleito, lamentarão a atitude pequena e impensada.

BADERNA PERDE FORÇA – Já se vão quase duas semanas desde a proclamação dos eleitos e um amontoado de gente que, ao que parece, não precisa trabalhar ou é financiada por terceiros, se junta às portas do Comando Militar do Oeste (CMO)/foto acima) pedindo intervenção militar contra a decisão tomada pelo povo brasileiro por maioria absoluta dos votos conferidos pela Justiça Eleitoral. O movimento, felizmente, perde força a cada dia que passa.

TRÁGICO – A reivindicação dos manifestantes seria risível se não fosse trágica. Eles pedem a volta da ditadura militar, mas, ao mesmo tempo, clamam e reclamam pelos seus direitos de se manifestar. Os baderneiros só se esquecem que na época da ditadura militar bate papo de esquina com mais de três pessoas já era considerado reunião de subversivos. Fazer piquete e atrapalhar a vida das pessoas, como estão fazendo na região do CMO, nem sonhando.

PROBLEMAS – Os deputados estaduais Capitão Contar (PRTB) e João Henrique Catan (PL), assim como o vereador Sandro Benites (Patri), terão que se explicar perante autoridades do município e do Estado tudo por conta de terem ido à frente do Comando Militar do Oeste insuflar os já exaltados manifestantes. O deputado estadual eleito, Zeca do PT (foto acima), entrou com uma notícia crime contra os três parlamentares denunciando-os pela prática de crime contra o Estado Democrático de Direito.

PROBLEMA MAIOR – Quem deverá enfrentar problema maior, inclusive na esfera federal, será o vereador Sandro Benites (foto acima) que afirmou a um general que ele e os demais manifestantes não queriam ser comandados “por um ladrão, narcotraficante”. Ao falar sobre ladrão e narcotraficante ele estava se referindo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, eleito pelo povo para o terceiro mandato como presidente da República.

SEM CELEUMAS – Como já previsto nesta coluna, o processo de transição do governo de Reinaldo Azambuja (PSDB) para o comando de Eduardo Riedel (PSDB) vai ser o mais tranquilo dos últimos 100 anos.

SEM CELEUMAS (1) – Exagero e brincadeira à parte, Reinaldo (foto acima) já avisou seus auxiliares mais diretos que vai concluir a gestão deixando dinheiro em caixa para o sucessor Eduardo Riedel concluir as obras e antecipará o pagamento da folha de dezembro. O encontro foi realizado nesta terça-feira (8) na Sala de Reuniões da governadoria.

SEM RESTOS A PAGAR – “Vamos entregar o governo redondo, sem nenhum problema para o próximo gestor. Vamos deixar dinheiro disponível para a conclusão das obras. São muitas em andamento e que não vão acabar até 31 de dezembro, mesmo porque algumas começaram agora. Mas não vamos passar restos a pagar”, garantiu Reinaldo Azambuja em reunião que contou com todo o seu secretariado.

TRANSIÇÃO FEDERAL – No âmbito do processo de transição do governo Bolsonaro para o governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT/foto acima), ficou definido no começo da tarde de hoje que o comando da equipe de transição de Lula na área econômica deve ficar com Pérsio Arida, André Lara Resende, Nelson Barbosa e Guilherme Mello. A informação havia sido antecipada pela Folha de S. Paulo e foi confirmada pelo vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), em entrevista coletiva.

SIMONE NO TIME – A senadora sul-mato-grossense Simone Tebet (foto acima), do MDB, terceira colocada na disputa presidencial, teve seu nome confirmado como coordenadora no grupo de transição da área de desenvolvimento social. Ela também é cotada para a equipe ministerial de Lula.

GRANDES VENCEDORES – Pelo resultado da eleição no Estado e as movimentações no tabuleiro da transição federal, podemos afirmar com segurança que houve quatro grandes vencedores no pleito eleitoral passado: o governador Reinaldo Azambuja que conseguiu ser o primeiro governador reeleito do Estado a emplacar seu sucessor; Eduardo Riedel (foto acima), que saiu da condição de traço nas pesquisas para se tornar governador eleito com sobras de votos; a ex-ministra Tereza Cristina (PP/foto abaixo) eleita senadora com a maior votação já obtida por um candidato a esse cargo e a senadora Simone Tebet (MDB) que soube ocupar espaços políticos nos momentos certos e deve se tornar uma das ministras do presidente Lula.

VIVA O PORCO! – Com o título assegurado desde a 34ª rodada (confirmado com a derrota do Inter na 35ª rodada), o meu Verdão está entrando em campo apenas para estabelecer novas marcas. É o time que tem o maior número de vitórias, o melhor ataque e a melhor defesa, além de ser o único que até o momento não perdeu jogando na casa do adversário. Ah! Está invicto desde a 15ª rodada, podendo chegar ao jogo contra o Internacional em Porto Alegre só para cravar 23 jogos sem perder. Então, nada melhor que terminar o coluna com um sonoro Viva o Porco!


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