SAÚDE / IMUNIZAÇÃO
Vacinação de adolescentes de 15 a 19 anos contra o HPV é prorrogada até dezembro
Ministério da Saúde estende campanha de resgate vacinal para ampliar a cobertura entre jovens que ainda não receberam a dose contra o vírus responsável por diversos tipos de câncer
30/06/2026
11:45
REDAÇÃO
Ministério da Saúde prorroga até dezembro a vacinação contra o HPV para adolescentes de 15 a 19 anos que ainda não receberam a dose do imunizante. @Marcelo Camargo/Agência Brasil
O Ministério da Saúde prorrogou até o dia 31 de dezembro de 2026 a vacinação contra o HPV para adolescentes de 15 a 19 anos que ainda não receberam a dose do imunizante. A estratégia de resgate vacinal seria encerrada neste mês, mas foi ampliada para aumentar a cobertura entre os jovens que perderam a oportunidade de se vacinar na idade recomendada.
Em ofício encaminhado aos estados e municípios, a pasta reforçou a importância da continuidade da campanha e orientou gestores a intensificarem as ações de vacinação voltadas a esse público.
Segundo o ministério, embora a campanha tenha apresentado avanços, os resultados ainda estão abaixo da meta prevista para alcançar mais de 600 mil adolescentes.
A orientação é ampliar estratégias extramuros, levando a vacinação para escolas, universidades e outros espaços de grande circulação de jovens. Além disso, a pasta recomenda fortalecer parcerias com sociedades científicas, entidades de classe, organizações não governamentais, igrejas e veículos de comunicação para ampliar a divulgação sobre a segurança e a eficácia da vacina.
Dados atualizados até junho de 2026 mostram que 287.647 adolescentes entre 15 e 19 anos foram imunizados durante a campanha de resgate. Desse total, 124.172 são do sexo feminino e 163.502 do sexo masculino.
A vacina contra o HPV integra o Calendário Nacional de Vacinação para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos. Desde 2024, o Brasil adotou o esquema de dose única para esse público, substituindo o modelo anterior de duas aplicações e facilitando o acesso à imunização.
Já para pessoas imunocomprometidas, como pacientes com HIV, pessoas em tratamento oncológico e transplantados, o esquema continua sendo de três doses. A mesma recomendação vale para usuários da profilaxia pré-exposição (PrEP) entre 15 e 45 anos e vítimas de violência sexual a partir dos 15 anos.
O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri, destaca que o HPV é o principal responsável por diversos tipos de câncer, especialmente o câncer do colo do útero, além de estar relacionado aos cânceres de ânus, boca, cabeça, pescoço, vulva e vagina.
Segundo o especialista, a vacinação antes do início da vida sexual oferece a melhor resposta imunológica e impede que o vírus permaneça no organismo de forma persistente, reduzindo significativamente o risco de desenvolvimento dessas doenças.
Kfouri ressalta ainda que a imunização de meninos e meninas também contribui para diminuir a circulação do vírus na população. Países que adotaram essa estratégia registraram redução expressiva de verrugas genitais e de diversos tipos de câncer associados ao HPV.
Para o médico, a vacina é extremamente segura e altamente eficaz, sendo considerada uma das principais ferramentas para que, no futuro, seja possível eliminar o câncer de colo do útero, conforme meta estabelecida pela Organização Mundial da Saúde.
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