POLÍTICA
Reinaldo Azambuja critica dívida pública, defende reformas e reforça pré-candidatura ao Senado
Ex-governador de Mato Grosso do Sul afirma que o país precisa reduzir gastos da máquina pública, fortalecer estados e municípios e rever responsabilidades da União
30/06/2026
14:00
REDAÇÃO
Em entrevista, Reinaldo Azambuja defende reformas estruturais, critica o custo da dívida pública e propõe maior participação dos estados na distribuição dos recursos federais.
O ex-governador de Mato Grosso do Sul e pré-candidato ao Senado Federal, Reinaldo Azambuja, defendeu mudanças na gestão dos recursos públicos e criticou o atual modelo de distribuição de responsabilidades entre a União e os estados. As declarações foram feitas durante entrevista ao radialista Tião Prado, no podcast do site Ponta Porã Informa.
Durante a conversa, Reinaldo classificou como "agiotagem oficial" o elevado custo da dívida pública brasileira e afirmou que o pagamento de juros consome recursos que poderiam ser destinados a investimentos em áreas como saúde, educação e infraestrutura.
Segundo o ex-governador, o país enfrenta um cenário de gastos excessivos com a estrutura administrativa do governo federal, o que, na avaliação dele, limita a capacidade de investimento em políticas públicas voltadas à população.
Reinaldo também comparou o número de ministérios do Brasil com o de outros países e defendeu uma administração mais enxuta como forma de aumentar a eficiência da máquina pública.
Ao apresentar sua experiência administrativa, o pré-candidato afirmou que, durante os oito anos em que governou Mato Grosso do Sul, priorizou uma política municipalista, baseada no fortalecimento dos municípios por meio de investimentos em infraestrutura e serviços públicos.
Segundo ele, esse modelo demonstra que é possível direcionar mais recursos para atender diretamente às necessidades da população.
Durante a entrevista, Reinaldo defendeu ainda que o Senado tenha papel central na condução de reformas estruturais, especialmente na área tributária, com o objetivo de ampliar a participação de estados e municípios na arrecadação e garantir maior retorno dos impostos pagos pelos cidadãos.
Outro tema abordado foi o impacto financeiro da segurança pública sobre Mato Grosso do Sul, especialmente em razão da localização do estado na faixa de fronteira.
Reinaldo afirmou que o Estado desembolsa atualmente mais de R$ 18 milhões por mês para manter presos condenados por crimes relacionados ao tráfico internacional de drogas, responsabilidade que, segundo ele, deveria ser assumida pela União.
De acordo com o ex-governador, caso o governo federal arcasse com esses custos, os recursos economizados poderiam ser destinados à construção de novas moradias populares e a outros investimentos voltados à população sul-mato-grossense.
Ao encerrar a entrevista, o pré-candidato reiterou a necessidade de promover mudanças na relação entre Brasília e os estados, defendendo maior descentralização dos recursos públicos e fortalecimento do pacto federativo.
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