O deputado federal F�bio Trad (PMDB-MS) enalteceu o fato de o Pa�s estar vivendo um per�odo de crescimento na venda de livros e relativa diminui��o de seus pre�os, embora observe que ainda h� muito por se fazer para assegurar o direito � leitura. Para ele, s�o fatos que devem ser comemorados nesta quarta-feira (29), Dia Nacional do Livro.
A data refere-se ao 29 de outubro de 1810, mais de dois anos e meio ap�s D. Jo�o VI aportar no Brasil, quando chegava, enfim, ao Rio de Janeiro, a Real Biblioteca Portuguesa, deixada para tr�s na desordenada fuga da corte, ante a imin�ncia da invas�o napole�nica. �Nada mais apropriado, portanto, que aquela data assinalasse a funda��o da Biblioteca Nacional e fosse escolhida como o Dia Nacional do Livro�, apontou F�bio Trad, lembrando que a chegada da corte conferiu ao Brasil, al�m do status de sede do Imp�rio Portugu�s, a g�nese, ou talvez, ainda o simples g�rmen, de nossa identidade cultural, com a instala��o da Imprensa R�gia no Rio de Janeiro. �Por uma dessas generosas e controvertidas coincid�ncias, o primeiro livro impresso no Brasil foi �Mar�lia de Dirceu�, do poeta inconfidente Tom�s Ant�nio Gonzaga�, destacou o parlamentar, para quem � grande a import�ncia dos poetas na edifica��o do sentido de p�tria.
Dados divulgados em meados deste ano pela FIPE revelam que houve crescimento de 10,4% na venda de livros no Pa�s no ano passado em compara��o com 2012, passando de 434,9 milh�es de exemplares para 480 milh�es. Al�m disso, houve queda relativa nos pre�os m�dios (de editara para livrarias), j� que o incremento foi de 1,7% enquanto a infla��o do per�odo chegou a quase 6%, o que significou uma redu��o de 4%. Ainda segundo a FIPE, as editoras brasileiras venderam aproximadamente 469,5 milh�es de livros em 2011, n�mero 7,2% superior ao registrado em 2010.
F�bio observa, por�m, que a geografia desse consumo ainda mostra forte concentra��o nas regi�es mais desenvolvidas. Dos R$ 7,12 bilh�es gastos pelos brasileiros em 2011 na compra de publica��es impressas, o Sudeste respondeu por R$ 4,16 bilh�es, o Sul por R$ 1,1 bilh�o, o Nordeste por R$ 1,03 bilh�o, o Centro-Oeste por R$ 560 milh�es, e o Norte por R$ 330, milh�es. V� ainda dificuldades quanto aos pre�os. �� estimulante a expans�o do mercado editorial brasileiro, mas o gasto per capita com livro no Brasil ainda � muito baixo. Especialmente porque o pre�o m�dio de R$ 37,00 por livro, decorrente de baixas tiragens pela falta de demanda, � alto para o poder aquisitivo da maioria�, afirmou o deputado sul-mato-grossense.
Para escapar a esse c�rculo vicioso, segundo F�bio Trad, grandes editoras investem pesado em livros de formato �de bolso� com t�tulos consagrados e pre�os mais acess�veis. Considera tamb�m que a expans�o do mercado digital contribui, de forma significativa e crescente, para o lucro das editoras, e isso bem poderia refletir em menor pre�o dos impressos. �H� ainda, a importante quest�o da quantidade versus qualidade, sempre levantada quando se aborda a expans�o do mercado de livros no Brasil. Ainda que seja uma controv�rsia pertinente, prefiro somar entre aqueles para os quais qualquer leitura � melhor que nenhuma leitura�, defendeu F�bio Trad.
Para ele, o fato auspicioso de ter sido inaugurada a hist�ria da imprensa no pa�s com a publica��o de um livro de poemas, visto hoje em perspectiva, talvez possa servir de algum consolo pelos mais de trezentos anos em que Brasil col�nia ficara � merc� da escassa circula��o de livros, e de id�ias, permitida pela metr�pole. Citando Monteiro Lobato, que imortalizou a frase um �pa�s se faz de homens e de livros�, F�bio observa que, certamente, tudo que Portugal n�o queria, ent�o, para o Brasil, era que f�ssemos um pa�s, mas sim que segu�ssemos indefinidamente como um ajuntamento que se prestasse � vassalagem pol�tica, econ�mica e intelectual � metr�pole. �Ainda que em rela��o a vizinhos como Argentina, Uruguai e Chile, o Brasil seja um pa�s de poucas bibliotecas e escassas livrarias, h�, sim, o que comemorar neste Dia Nacional do Livro, embora haja muito a fazer at� que todos os brasileiros tenham o direito sagrado � leitura�, finalizou o parlamentar peemedebista.
Fonte: Assecom