ECONOMIA E DESENVOLVIMENTO
Fuga de indústrias para o Paraguai reacende debate sobre competitividade e reformas no Brasil
27/07/2026
16:25
REDAÇÃO
Reinaldo Azambuja afirma que a migração de indústrias para o Paraguai reforça a necessidade de reformas para ampliar a competitividade da economia brasileira. @Divulgação
O crescimento da instalação de indústrias brasileiras no Paraguai voltou a colocar em evidência o debate sobre a competitividade da economia nacional. Segundo o ex-governador de Mato Grosso do Sul e pré-candidato ao Senado, Reinaldo Azambuja, o aumento da migração de empresas para países vizinhos demonstra a necessidade de reformas estruturais capazes de reduzir custos, ampliar a segurança jurídica e incentivar novos investimentos no Brasil.
De acordo com dados do Ministério da Indústria e Comércio do Paraguai, mais de 223 indústrias brasileiras operam atualmente no país por meio do regime da Lei de Maquila, representando 69% das 332 empresas estrangeiras instaladas naquele mercado. A legislação permite a importação de insumos sem incidência de impostos e estabelece tributação de 1% sobre o valor agregado das exportações.
Reinaldo também destacou que participou, no sábado, da Convenção Nacional do PL, que lançou o senador Flávio Bolsonaro como pré-candidato à Presidência da República.
"A Convenção deu a largada para a mudança. É preciso virar a página da história do Brasil e construir um novo capítulo, com trabalho, responsabilidade e compromisso com o futuro. Flávio Bolsonaro representa esse projeto de renovação que muitos brasileiros desejam ver crescer. Juntos, seguimos em frente por um Brasil mais forte, próspero e unido", afirmou.
O ex-governador avalia que o ambiente econômico brasileiro tem levado empresas a buscarem alternativas em países vizinhos. Segundo ele, fatores como elevada carga tributária, insegurança jurídica e custos operacionais reduzem a competitividade nacional e impactam diretamente a geração de empregos.
Dados do Sebrae apontam que o encerramento de empresas cresceu 15,8%, totalizando 741 mil CNPJs baixados, sendo aproximadamente 75% de microempreendedores individuais (MEIs) e 18% de microempresas. Comércio, serviços e indústria lideram tanto a abertura quanto o fechamento de negócios.
No cenário regional, o Paraguai registrou crescimento econômico de 6,6% em 2025, enquanto a economia brasileira avançou 2,3%. Para 2026, a expectativa é de expansão de 4,2% no país vizinho.
Segundo Reinaldo, esse cenário exige uma reação do governo federal para evitar a perda de investimentos e fortalecer o setor produtivo.
"Milhares de empresas do comércio, serviços e indústria fecharam definitivamente suas portas por não suportarem as pesadas cargas tributárias e a insegurança de investir no Brasil. O governo precisa agir para impedir essa debandada, que coloca a nação em risco economicamente, ameaçando o emprego e a renda das famílias", declarou.
O pré-candidato também ressaltou o papel do Senado Federal na discussão de medidas voltadas ao desenvolvimento econômico.
"Ali, no Senado, será o palco da tomada de medidas capazes de proporcionar políticas de bem-estar para as famílias, tanto na área de emprego e renda, como na saúde, educação e infraestrutura", concluiu.
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