SEGURANÇA PÚBLICA
Mortes violentas caem 8,2% no Brasil em 2025, mas feminicídios crescem 4%, aponta anuário
País registra menor índice de mortes violentas desde 2012; Mato Grosso do Sul está entre os estados que tiveram aumento nos casos
23/07/2026
07:25
REDAÃO
MARIA GORETI
Anuário Brasileiro de Segurança Pública aponta redução das mortes violentas no país, mas alerta para o aumento dos feminicídios e das mortes por intervenção policial. @ânia Rêgo/Agência Brasil
O Brasil registrou queda de 8,2% nas mortes violentas intencionais (MVI) em 2025, alcançando o menor índice desde o início da série histórica, em 2012. Os dados constam na 20ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgada nesta quinta-feira (23).
A taxa nacional passou de 20,6 mortes por 100 mil habitantes, em 2024, para 19,1 por 100 mil habitantes em 2025. Em números absolutos, foram registradas 40.775 mortes violentas intencionais, contra 44.127 no ano anterior.
O levantamento considera como mortes violentas intencionais os casos de homicídio doloso, feminicídio, latrocínio, lesão corporal seguida de morte, mortes decorrentes de intervenção policial e mortes de policiais em serviço ou fora do horário de trabalho.
Pela primeira vez desde a criação do indicador, o país ficou abaixo da marca de 20 mortes por 100 mil habitantes.
Entre os principais indicadores, houve redução de:
Em contrapartida, o levantamento aponta aumento de 5,4% nas mortes decorrentes de intervenção policial e crescimento de 4% nos casos de feminicídio.
Apesar da redução nacional, sete unidades da Federação apresentaram crescimento nas mortes violentas intencionais em relação ao ano anterior.
Entre elas está Mato Grosso do Sul, que registrou alta de 4,9%.
Também apresentaram aumento Rio Grande do Norte (19,6%), Rondônia (7,5%), Acre (6,3%), Roraima (5,8%), Distrito Federal (5,8%) e Rio de Janeiro (2,1%).
Por outro lado, estados como Amazonas, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Paraná, Minas Gerais, Goiás, Santa Catarina, Bahia e Pernambuco registraram redução dos índices.
O Anuário mostra ainda que 44,4% das mulheres assassinadas em 2025 foram vítimas de feminicídio, o maior percentual desde que o crime foi incluído no Código Penal, em 2015.
Ao longo do ano, 1.571 mulheres foram mortas por razões de gênero, o equivalente a uma média de 4,3 feminicídios por dia.
A taxa nacional chegou a 1,4 vítima por 100 mil mulheres, representando crescimento de 4% em relação a 2024.
Também aumentaram as tentativas de feminicídio. Em 2025, foram registrados 4.189 casos, alta de 5,9% na comparação com o ano anterior.
Segundo o levantamento, para cada feminicídio consumado registrado no país houve quase três tentativas.
Considerando os casos consumados e tentados, as regiões Centro-Oeste e Norte apresentaram as maiores taxas de violência letal contra mulheres, com 9,8 e 8 vítimas por 100 mil mulheres, respectivamente.
As menores taxas foram registradas nas regiões Sudeste (4,2), Nordeste (4,8) e Sul (5,2).
Os dados reforçam o desafio de ampliar políticas públicas voltadas à prevenção da violência, proteção das mulheres e redução dos índices de criminalidade em todo o país.
Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.
Leia Também
Leia Mais
Riedel projeta Mato Grosso do Sul sem pobreza extrema e destaca investimentos em áreas estratégicas
Leia Mais
PSDB confirma Lia Nogueira como candidata à reeleição para a Assembleia Legislativa
Leia Mais
Governo anuncia R$ 18,5 bilhões em crédito para empresas afetadas pelo tarifaço dos Estados Unidos
Leia Mais
Ministério da Saúde cria comitê para negociar preços de medicamentos e ampliar acesso a tratamentos no SUS
Municípios