POLÍTICA / FRONTEIRA
Reinaldo defende criação de Política Nacional para Municípios de Fronteira
Pré-candidato ao Senado afirma que União deve ampliar investimentos e criar mecanismos permanentes de compensação para cidades que atendem demandas de saúde, educação e segurança nas regiões fronteiriças
24/07/2026
08:35
REDAÇÃO
Reinaldo Azambuja defende uma política nacional específica para fortalecer os municípios de fronteira e ampliar o apoio federal às cidades da região. @Divulgação
O ex-governador de Mato Grosso do Sul e pré-candidato ao Senado, Reinaldo Azambuja, defendeu a criação de uma Política Nacional para os Municípios de Fronteira, com o objetivo de ampliar o apoio da União às cidades que enfrentam desafios específicos por estarem localizadas na divisa do Brasil com o Paraguai e a Bolívia.
Segundo Reinaldo, a proposta vai além das ações de combate ao tráfico de drogas, armas e ao contrabando. A ideia é estabelecer uma política permanente voltada ao desenvolvimento regional, garantindo melhores condições para áreas como saúde, educação, assistência social, segurança pública e infraestrutura.
Mato Grosso do Sul possui 12 municípios localizados na linha internacional de fronteira e outros 45 inseridos total ou parcialmente na faixa de fronteira, realidade que, segundo o ex-governador, exige tratamento diferenciado por parte do Governo Federal.
Entre as propostas apresentadas está a criação de critérios específicos de financiamento para essas cidades e mecanismos permanentes de compensação financeira pelos serviços públicos oferecidos à população que circula diariamente entre os países vizinhos.
Reinaldo argumenta que os municípios fronteiriços atendem uma demanda superior à sua capacidade instalada, especialmente nas áreas de saúde e educação. Hospitais e escolas brasileiras recebem diariamente moradores do Paraguai e da Bolívia, enquanto as prefeituras assumem custos que, segundo ele, deveriam contar com maior participação da União.
O pré-candidato também destaca que cidades-gêmeas, como Bela Vista e Bella Vista Norte, Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, além de Corumbá e Puerto Quijarro, compartilham relações econômicas, culturais e familiares que tornam a integração entre os países uma característica permanente da região.
Outro ponto levantado é a necessidade de preparação para os impactos da Rota Bioceânica. Na avaliação de Reinaldo, o corredor internacional deverá aumentar significativamente o fluxo de pessoas, mercadorias e investimentos em Mato Grosso do Sul, elevando também a pressão sobre os serviços públicos e a infraestrutura dos municípios de fronteira.
Segundo ele, sem planejamento e investimentos federais, o crescimento econômico proporcionado pela nova rota poderá ampliar os desafios enfrentados pelas administrações municipais.
O ex-governador também afirma que houve redução da participação da União no financiamento da saúde pública nas últimas décadas, o que, em sua avaliação, aumentou a responsabilidade financeira de estados e municípios, situação que afeta de forma mais intensa as cidades localizadas na faixa de fronteira.
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