SAÚDE
Doenças respiratórias aumentam no inverno e exigem atenção aos sintomas
Especialistas alertam que gripe, Covid-19, sinusite e alergias podem apresentar sinais semelhantes, tornando o diagnóstico correto essencial para o tratamento
24/07/2026
08:25
REDAÇÃO
Com o aumento das doenças respiratórias no inverno, especialistas reforçam a importância do diagnóstico correto e da vacinação para prevenir complicações. @Divulgação
Com a chegada do inverno, cresce também o número de casos de doenças respiratórias em todo o país. Dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) apontam que o Brasil já registrou mais de 82 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) neste período.
Febre, tosse, coriza e congestão nasal estão entre os sintomas mais comuns, mas podem estar relacionados a diferentes doenças, como gripe, Covid-19, sinusite e alergias respiratórias. Como muitos sinais são semelhantes, é importante observar a evolução do quadro e buscar avaliação médica quando necessário.
A diferenciação entre essas enfermidades depende da combinação dos sintomas, do tempo de duração e, em muitos casos, da realização de exames laboratoriais.
Na gripe, o quadro costuma surgir de forma repentina, com febre alta, dores musculares intensas, dor de cabeça e sensação de cansaço. Já a Covid-19 pode apresentar manifestações variadas, incluindo febre, tosse e mal-estar, podendo ou não ocorrer perda do olfato e do paladar.
A sinusite geralmente provoca congestão nasal persistente, secreção espessa e sensação de dor ou pressão na face, principalmente quando os sintomas permanecem por mais de dez dias. Nas alergias respiratórias, predominam espirros frequentes, coriza transparente, coceira no nariz e congestão nasal, normalmente sem febre.
Em situações de falta de ar, dificuldade para realizar atividades habituais, febre persistente ou agravamento dos sintomas, a recomendação é procurar atendimento médico imediatamente. Crianças, idosos, gestantes, pessoas imunossuprimidas e pacientes com doenças crônicas merecem atenção especial por apresentarem maior risco de complicações.
Os exames laboratoriais desempenham papel importante na identificação da causa da doença. Testes moleculares, como o RT-PCR, permitem detectar vírus como influenza e SARS-CoV-2, enquanto painéis respiratórios conseguem identificar diversos vírus e bactérias em uma única amostra.
Outros exames, como hemograma, dosagem da proteína C reativa (PCR) e testes para avaliação de alergias, também podem ser utilizados para complementar a investigação clínica e orientar o tratamento mais adequado.
O diagnóstico correto é fundamental para evitar o uso inadequado de medicamentos, principalmente antibióticos, que não têm eficácia contra infecções causadas por vírus.
Além do diagnóstico precoce, medidas preventivas continuam sendo as principais formas de reduzir a transmissão das doenças respiratórias. Entre elas estão a vacinação anual contra a gripe, a manutenção do esquema vacinal contra a Covid-19, a higiene frequente das mãos, a etiqueta respiratória e a ventilação adequada de ambientes fechados.
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