Campo Grande (MS), Segunda-feira, 08 de Junho de 2026

SAÚDE

Médicos alertam para dores de cabeça frequentes e reforçam importância do diagnóstico

Especialistas orientam procurar atendimento quando episódios ocorrerem três vezes por mês durante período contínuo

20/05/2026

08:40

REDAÇÃO

MARIA GORETI

Especialistas alertam que dores de cabeça frequentes podem indicar problemas de saúde mais graves e exigem investigação médica © Maridav/Adobe Stock

Neste Dia Nacional de Combate à Cefaleia, especialistas chamam a atenção para os riscos das dores de cabeça frequentes e reforçam o alerta para pessoas que apresentam três ou mais episódios por mês, durante pelo menos três meses consecutivos.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, os transtornos relacionados à dor de cabeça estão entre as condições neurológicas mais comuns do planeta, afetando cerca de 40% da população mundial, o equivalente a aproximadamente 3,1 bilhões de pessoas.

A cefaleia é considerada atualmente a sétima dor mais incapacitante do mundo e pode estar associada a fatores simples, como estresse, desidratação e noites mal dormidas, mas também pode indicar doenças mais graves, incluindo sinusite, enxaqueca crônica e aneurisma.

A enxaqueca, especificamente, é apontada como a segunda maior causa de incapacidade no mundo, atingindo cerca de 15% da população global. No Brasil, mais de 30 milhões de pessoas convivem com a forma crônica da doença.

O neurocirurgião Orlando Maia explica que dores de cabeça persistentes precisam ser investigadas, principalmente quando deixam de ser ocasionais e passam a fazer parte da rotina do paciente.

Segundo ele, sinais como dores intensas e frequentes, mudanças no padrão habitual da cefaleia, alterações visuais, dificuldade na fala, perda de força, confusão mental, desmaios e desequilíbrio exigem avaliação médica especializada.

A Sociedade Brasileira de Cefaleia alerta ainda que hábitos como má alimentação, jejum prolongado, excesso de álcool, sedentarismo, tabagismo, obesidade, ansiedade e estresse podem contribuir para o agravamento das dores.

Outro ponto destacado pelos especialistas é o risco da automedicação. O uso frequente de analgésicos sem acompanhamento médico pode aumentar tanto a intensidade quanto a frequência das crises.

A Sociedade Brasileira de Cefaleia estima que cerca de 90% das pessoas que sofrem com dores de cabeça recorrentes enfrentam prejuízos no trabalho, nos estudos, no lazer e na vida pessoal.

Durante o mês de maio, a campanha Maio Bordô promove conscientização sobre o tema com o lema “3 é Demais”, incentivando a busca por ajuda profissional quando os episódios se tornam frequentes.

 


Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

Últimas Notícias

Veja Mais

Envie Sua Notícia

Envie pelo site

Envie pelo Whatsapp

Jornal Correio MS © 2021 Todos os direitos reservados.

PROIBIDA A REPRODUÇÃO, transmissão e redistribuição sem autorização expressa.

Site desenvolvido por: