SAÚDE
Médicos alertam para dores de cabeça frequentes e reforçam importância do diagnóstico
Especialistas orientam procurar atendimento quando episódios ocorrerem três vezes por mês durante período contínuo
20/05/2026
08:40
REDAÇÃO
MARIA GORETI
Especialistas alertam que dores de cabeça frequentes podem indicar problemas de saúde mais graves e exigem investigação médica © Maridav/Adobe Stock
Neste Dia Nacional de Combate à Cefaleia, especialistas chamam a atenção para os riscos das dores de cabeça frequentes e reforçam o alerta para pessoas que apresentam três ou mais episódios por mês, durante pelo menos três meses consecutivos.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, os transtornos relacionados à dor de cabeça estão entre as condições neurológicas mais comuns do planeta, afetando cerca de 40% da população mundial, o equivalente a aproximadamente 3,1 bilhões de pessoas.
A cefaleia é considerada atualmente a sétima dor mais incapacitante do mundo e pode estar associada a fatores simples, como estresse, desidratação e noites mal dormidas, mas também pode indicar doenças mais graves, incluindo sinusite, enxaqueca crônica e aneurisma.
A enxaqueca, especificamente, é apontada como a segunda maior causa de incapacidade no mundo, atingindo cerca de 15% da população global. No Brasil, mais de 30 milhões de pessoas convivem com a forma crônica da doença.
O neurocirurgião Orlando Maia explica que dores de cabeça persistentes precisam ser investigadas, principalmente quando deixam de ser ocasionais e passam a fazer parte da rotina do paciente.
Segundo ele, sinais como dores intensas e frequentes, mudanças no padrão habitual da cefaleia, alterações visuais, dificuldade na fala, perda de força, confusão mental, desmaios e desequilíbrio exigem avaliação médica especializada.
A Sociedade Brasileira de Cefaleia alerta ainda que hábitos como má alimentação, jejum prolongado, excesso de álcool, sedentarismo, tabagismo, obesidade, ansiedade e estresse podem contribuir para o agravamento das dores.
Outro ponto destacado pelos especialistas é o risco da automedicação. O uso frequente de analgésicos sem acompanhamento médico pode aumentar tanto a intensidade quanto a frequência das crises.
A Sociedade Brasileira de Cefaleia estima que cerca de 90% das pessoas que sofrem com dores de cabeça recorrentes enfrentam prejuízos no trabalho, nos estudos, no lazer e na vida pessoal.
Durante o mês de maio, a campanha Maio Bordô promove conscientização sobre o tema com o lema “3 é Demais”, incentivando a busca por ajuda profissional quando os episódios se tornam frequentes.

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