Campo Grande (MS), Segunda-feira, 29 de Junho de 2026

ALERTA À SAÚDE

Hipertensão atinge cerca de 28% dos brasileiros e exige acompanhamento contínuo

Dia Nacional de Prevenção reforça importância do diagnóstico precoce e de hábitos saudáveis

23/04/2026

07:45

REDAÇÃO

MARIA GORETI

Hipertensão é doença silenciosa e exige acompanhamento médico e hábitos saudáveis para evitar complicações. @Freepik

Celebrado em 26 de abril, o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial chama a atenção para uma condição silenciosa que afeta cerca de 28% da população adulta no país, segundo o Ministério da Saúde do Brasil. A hipertensão é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral.

Caracterizada pela elevação persistente da pressão arterial, geralmente igual ou superior a 140/90 mmHg, a doença pode evoluir sem sintomas evidentes. Quando aparecem, sinais como dor de cabeça frequente, tontura, falta de ar e alterações visuais indicam a necessidade de avaliação médica.

De acordo com o médico Leonardo Abreu, especialista em Medicina de Família e Comunidade e coordenador técnico da Amparo Saúde, a hipertensão costuma avançar de forma silenciosa, mas com impactos acumulativos e potencialmente graves. “Quando não tratada, pode comprometer órgãos vitais como coração, cérebro e rins”, explica.

O diagnóstico, segundo o especialista, deve ser feito com medições repetidas e acompanhamento ao longo do tempo. Uma única aferição elevada não confirma a doença, mas serve como alerta para monitoramento contínuo.

Modelos de cuidado baseados na Medicina de Família e Comunidade têm ganhado destaque por priorizar a prevenção, o vínculo entre médico e paciente e o acompanhamento regular. Esse tipo de abordagem permite identificar precocemente alterações e agir antes do surgimento de complicações.

Além de fatores genéticos, a hipertensão está diretamente relacionada ao estilo de vida. Consumo excessivo de sal, sedentarismo, tabagismo, ingestão de álcool e estresse estão entre os principais fatores de risco.

Especialistas reforçam que mudanças simples, como alimentação equilibrada, prática de atividade física e acompanhamento médico regular, podem fazer diferença significativa no controle da doença e na prevenção de complicações.


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