PREVENÇÃO COMEÇA PELO OLHAR
Alterações na visão podem indicar câncer ocular e reforçam importância do diagnóstico precoce
Especialista orienta sobre sinais que podem indicar tumores oculares e destaca importância da prevenção e do diagnóstico precoce
08/04/2026
08:00
REDAÇÃO
MARIA GORETI
Especialistas alertam que mudanças na visão podem ser sinais iniciais de tumores oculares @Divulgação
O dia 8 de abril chama atenção para um tema que muitas vezes passa despercebido, mas pode mudar vidas de forma silenciosa. Criado pela Organização Mundial da Saúde, o Dia Mundial de Luta contra o Câncer mobiliza instituições em todo o mundo e convida a população a observar com mais atenção sinais que nem sempre parecem graves. Entre eles, alterações na visão podem esconder algo além do que se imagina.
Na prática clínica, existem tipos específicos que merecem atenção. “Os tumores mais comuns malignos no adulto são do segmento anterior, como o carcinoma espinocelular da conjuntiva, e do segmento posterior, como o melanoma de coroide. Em crianças, o câncer ocular mais comum é o retinoblastoma”, explica a oftalmologista especialista em oncologia ocular, Dra. Lídia Guedes, do Hospital de Olhos de Pernambuco.
Apesar de preocupantes, nem toda alteração ocular indica algo grave. “Os principais citados são malignos, que são mais raros, mas há muitos tumores benignos como granuloma, nevos de conjuntiva e coroide, hemangiomas”, destaca a médica. Ainda assim, a avaliação especializada é essencial para diferenciar cada caso.
Um dos maiores desafios está justamente na identificação precoce. “Os tumores oculares podem não gerar sintomas em suas fases iniciais, mas sinais como flashes, moscas volantes, embaçamento visual ou manchas na superfície ocular não podem ser ignorados”, alerta. Mudanças na aparência dos olhos ou pontos flutuantes também devem servir como sinal de atenção.
A exposição à radiação ultravioleta é outro fator de risco importante. “A exposição solar aumenta o risco de tumores malignos da superfície ocular, especialmente o carcinoma de conjuntiva”, afirma a especialista. Medidas simples, como o uso de óculos com proteção adequada, ajudam a reduzir esse risco.
Quando há suspeita, o diagnóstico envolve exame clínico detalhado e, em alguns casos, exames de imagem que permitem avaliar estruturas internas do olho. Esse processo é fundamental para definir o tipo de lesão, sua localização e a melhor forma de tratamento.
Segundo a médica, muitos casos têm possibilidade de cura, principalmente quando identificados cedo. “O tratamento depende do tipo de tumor, da sua localização e extensão, podendo incluir cirurgia, medicamentos, radioterapia ou outras terapias específicas”, explica.
O diagnóstico precoce é decisivo para o prognóstico. Quando identificado nas fases iniciais, o câncer ocular apresenta maiores chances de cura e permite tratamentos menos agressivos. Já o atraso na identificação pode exigir intervenções mais complexas.
Mesmo sem sintomas, a recomendação é manter o acompanhamento regular. “Adultos devem realizar avaliação oftalmológica pelo menos uma vez ao ano. Para pacientes com fatores de risco, a frequência deve ser individualizada”, orienta.
A principal mensagem é clara: observar sinais, prevenir e buscar atendimento médico ao menor indício de alteração são atitudes que podem preservar não apenas a visão, mas também a qualidade de vida.
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