SAÚDE MATERNO-INFANTIL
Baixo Pantanal de MS zera óbitos maternos e reduz mortalidade infantil
Avanços são resultado do fortalecimento da atenção primária e da organização da rede de atendimento na região
06/03/2026
07:00
REDAÇÃO
MARIA GORETI
Fortalecimento da atenção pré-natal e da rede de saúde contribuiu para zerar óbitos maternos no Baixo Pantanal de Mato Grosso do Sul. @ Bruno Rezende/Secom-MS
A Região do Baixo Pantanal, em Mato Grosso do Sul, registrou um marco histórico na área da saúde ao zerar os óbitos maternos no período analisado pelo 3º Relatório Detalhado do Quadrimestre Anterior (RDQA) de 2025. O resultado é atribuído ao fortalecimento da assistência pré-natal, à ampliação da Atenção Primária à Saúde (APS) e à organização da rede regional de atendimento.
O Baixo Pantanal integra a macrorregião Centro do Estado e é composto por 12 municípios: Anastácio, Aquidauana, Bela Vista, Bodoquena, Bonito, Caracol, Dois Irmãos do Buriti, Guia Lopes da Laguna, Jardim, Maracaju, Nioaque e Porto Murtinho. Juntos, os municípios somam uma população estimada em mais de 245 mil habitantes, conforme dados do Plano Diretor de Regionalização.
De acordo com a secretária-adjunta de Saúde, Crhistinne Maymone, o resultado reflete o trabalho integrado entre o Governo do Estado e as administrações municipais na qualificação da rede de saúde.
Segundo ela, zerar o número de óbitos maternos demonstra que a rede de atendimento está funcionando de forma eficiente, com acompanhamento pré-natal adequado, identificação precoce de riscos e fluxo assistencial bem estruturado.
Além do avanço na saúde materna, a região também apresentou redução na taxa de mortalidade infantil, consolidando uma tendência de melhoria nos indicadores de saúde e ampliando a capacidade de atendimento às gestantes e recém-nascidos.
Queda na mortalidade infantil
A redução da mortalidade infantil no Baixo Pantanal está relacionada aos investimentos no acompanhamento pré-natal, à qualificação das equipes de saúde e à ampliação do acesso aos serviços especializados. O monitoramento constante dos indicadores permite intervenções mais rápidas, principalmente em casos considerados de maior risco.
Diagnóstico precoce
Dentro da linha de cuidado materno e infantil, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) também tem intensificado ações voltadas ao diagnóstico precoce e ao acompanhamento de crianças com anomalias congênitas, especialmente nos primeiros dias de vida.
Dados da pasta apontam que 44% dos óbitos infantis ocorrem entre 0 e 6 dias de vida, período considerado decisivo para intervenções médicas oportunas.
Para a coordenadora de Saúde da Mulher, Criança e Maternidade da SES, Renata Meireles, os avanços são importantes, mas o cuidado com recém-nascidos que apresentam anomalias congênitas exige atenção permanente.
Segundo ela, é fundamental ampliar o diagnóstico precoce, principalmente das cardiopatias congênitas, além de fortalecer a triagem neonatal para garantir encaminhamento rápido e tratamento adequado.
A Secretaria de Estado de Saúde também tem intensificado ações para melhorar o diagnóstico e o tratamento dessas condições, com foco no atendimento especializado logo nos primeiros dias de vida.
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