SAÚDE/PREVENÇÃO SALVA VIDAS
Sinal de Frank não é diagnóstico confiável para doenças cardíacas, alertam especialistas
Dobra no lóbulo da orelha voltou ao debate após morte de influenciador, mas avaliação médica completa é essencial para medir risco cardiovascular
18/02/2026
09:00
REDAÇÃO
MARIA GORETI
Especialistas afirmam que o sinal de Frank, isoladamente, não permite diagnosticar doenças cardiovasculares.
A dobra no lóbulo da orelha conhecida como sinal de Frank voltou a chamar atenção após a morte do influenciador Henrique Maderite, vítima de infarto. O tema reacendeu discussões sobre sinais físicos pouco óbvios que poderiam indicar risco de doenças cardiovasculares.
Descrito na década de 1970 por um pneumologista norte-americano, o sinal corresponde a uma prega diagonal no lóbulo da orelha e foi inicialmente associado à doença coronariana, caracterizada pela obstrução das artérias que irrigam o coração. No entanto, especialistas ressaltam que a relação não é determinante.
Segundo o cardiologista Delcio Gonçalves da Silva Junior, do Humap-UFMS, a capacidade do sinal de identificar com segurança pessoas com doenças cardiovasculares graves é baixa. Estudos observacionais antigos sugeriram associação, mas pesquisas mais recentes mostram que a maioria das pessoas com eventos cardíacos severos não apresenta essa prega, enquanto menos de 20% dos indivíduos com o sinal desenvolvem algum evento.
Avaliação completa define o risco
O especialista destaca que a identificação do risco cardiovascular depende de consulta médica e análise de fatores como histórico familiar, idade, sintomas, hábitos de vida e aplicação de escores clínicos específicos. Exames como eletrocardiograma, ecocardiograma, teste ergométrico, angiotomografia coronária e ultrassonografias vasculares aumentam a precisão na previsão de eventos.
Outros sinais clínicos têm maior relevância, como halo corneano e depósitos de gordura na pele e nos tendões, que podem indicar hipercolesterolemia familiar condição genética associada ao risco elevado de doença coronária precoce. A partir da estratificação individual, médicos definem estratégias que podem incluir medicação e mudanças no estilo de vida.
As doenças cardiovasculares seguem como principal causa de morte no mundo, muitas vezes por eventos súbitos. Por isso, especialistas reforçam que observar um sinal isolado não substitui acompanhamento médico regular nem medidas preventivas contínuas.
Rede hospitalar universitária
O hospital faz parte da rede administrada pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares desde 2013. Vinculada ao Ministério da Educação, a instituição foi criada em 2011 e atualmente gerencia dezenas de hospitais universitários federais, que atendem pacientes do Sistema Único de Saúde ao mesmo tempo em que apoiam a formação de profissionais de saúde, pesquisas e inovação.
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