PETIÇÃO CONTRA O CONSÓRCIO GUAICURUS
Documento pelo fim do contrato do transporte coletivo soma 10,4 mil assinaturas em Campo Grande
Iniciativa liderada pelo vereador Maicon Nogueira aponta falhas recorrentes na prestação do serviço
05/01/2026
07:25
REDAÇÃO
Ônibus do Consórcio Guaicurus, alvo de petição que pede o fim do contrato do transporte coletivo em Campo Grande. @Madu Livramento, Midiamax
A petição que pede a intervenção e o fim do contrato com o Consórcio Guaicurus, responsável pelo transporte público de Campo Grande, inicia o ano de 2026 com mais de 10,4 mil assinaturas. Em cerca de três meses, milhares de moradores da Capital aderiram ao documento que questiona a qualidade dos serviços prestados à população.
A iniciativa é do vereador Maicon Nogueira, do Progressistas, que idealizou a proposta como forma de pressionar o poder público diante das recorrentes reclamações sobre o transporte coletivo. Além da mobilização on-line, equipes do parlamentar percorreram diversos pontos da cidade para coletar assinaturas presencialmente.
Durante esse período, o vereador visitou terminais de ônibus, principais vias da Capital e instituições de ensino superior, ampliando o alcance da mobilização junto aos usuários do sistema.
Os interessados em apoiar a petição podem assinar o documento de forma digital, diretamente pelo celular, preenchendo informações como nome completo, telefone e CPF no site disponibilizado para a ação.
No texto da petição, Maicon Nogueira aponta inúmeros e reiterados descumprimentos contratuais por parte do Consórcio Guaicurus, defendendo a adoção de uma medida extrema por parte da Prefeitura de Campo Grande, como a intervenção nos serviços.
O contrato de concessão do transporte coletivo foi alvo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito na Câmara Municipal. Entre as irregularidades apontadas pela CPI estão a manutenção de frota envelhecida, em desacordo com os limites previstos em contrato, a ausência de seguro obrigatório, falhas graves na manutenção preventiva, problemas de acessibilidade e precariedade operacional, com atrasos frequentes, quebras e superlotação dos veículos.
A petição destaca ainda que essas práticas afrontam o contrato e a legislação vigente, além de prejudicar diretamente a população campo-grandense, que depende do transporte coletivo para trabalhar, estudar e exercer seus direitos de forma digna.
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