SEGURANÇA NAS PRAIAS
Ressaca faz bombeiros realizarem mais de 500 salvamentos no Réveillon do Rio
Mar agitado, com ondas de até 2,5 metros, e desrespeito às orientações de segurança aumentaram número de ocorrências durante a virada do ano
02/01/2026
07:35
REDAÇÃO
Mar agitado e praias lotadas em Copacabana exigiram atuação intensa do Corpo de Bombeiros durante o Réveillon @Tânia Rêgo/Agência Brasil
O Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro realizou 547 salvamentos nas praias de Copacabana e do Leme entre a quarta-feira (31) e as 6h desta quinta-feira (1º). O número elevado de atendimentos ocorreu durante a virada do ano e foi influenciado principalmente pela forte ressaca, que deixou o mar agitado, com ondas de até 2,5 metros de altura.
O total registrado na capital fluminense é muito superior ao da passagem de 2024 para 2025, quando foram contabilizados apenas 29 salvamentos. Em todo o estado do Rio de Janeiro, os bombeiros somaram 840 atendimentos durante a Operação Réveillon.
Segundo o porta-voz da corporação, tenente-coronel Fábio Contreiras, além da ressaca, o desrespeito às normas de segurança contribuiu significativamente para o aumento das ocorrências. De acordo com ele, muitos banhistas ignoraram os alertas dos guarda-vidas e entraram no mar mesmo com sinalização de risco.
As vítimas foram resgatadas de diferentes formas, incluindo helicópteros, motos aquáticas e ações diretas dos guarda-vidas na água. Para o porta-voz, a combinação de calor intenso, mar revolto e imprudência resultou em um cenário de alto risco.
Contreiras destacou ainda que a força das ondas alcançou áreas próximas aos palcos montados na areia para os shows do réveillon, aumentando o perigo principalmente para crianças e idosos. Ele voltou a alertar sobre a tradição de pular sete ondas, que se torna ainda mais perigosa em condições de ressaca.
Durante o período, um jovem de 14 anos, natural de Campinas, em São Paulo, desapareceu após ser levado pela correnteza na arrebentação. As buscas continuam com o uso de mergulhadores, motos aquáticas, helicópteros, drones e um barco inflável equipado com sonar. Os trabalhos seguem de forma ininterrupta, acompanhados pela família do adolescente.
As condições do mar permanecem desfavoráveis, com ondulação forte e presença de correntes de retorno. Por isso, os bombeiros reforçam a orientação para que os frequentadores das praias respeitem as cores das bandeiras de sinalização. Com bandeira vermelha, o banho de mar não é recomendado.
Outro ponto de atenção foi o número de crianças perdidas. Em todo o estado, mais de 3.300 casos foram registrados ao longo de 2025. Apenas entre a noite de quarta-feira e a manhã desta quinta, 35 crianças se perderam nas praias. A recomendação é que responsáveis utilizem pulseiras de identificação e mantenham vigilância constante.
Desde 19 de dezembro, o Corpo de Bombeiros atua com a Operação Verão, que reforçou o efetivo nas praias, ampliou postos de atendimento e abriu mais de 5.400 vagas extras para guarda-vidas. Além disso, drones vêm sendo usados para emitir alertas sonoros e orientar banhistas, especialmente contra o banho noturno, considerado ainda mais perigoso devido à baixa visibilidade.
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