ELEIÇÕES 2026/CORRIDA AO SENADO
Disputa pelo Senado deve dominar eleições de 2026 em Mato Grosso do Sul
Excesso de pré-candidatos de peso torna corrida acirrada e coloca partidos diante de decisões estratégicas
02/01/2026
08:00
REDAÇÃO
Disputa pelas duas vagas ao Senado deve ser a mais acirrada das eleições de 2026 em Mato Grosso do Sul @CGNEWS
O cenário político de Mato Grosso do Sul começa 2026 com uma definição clara: a principal disputa das próximas eleições será pelas duas vagas ao Senado Federal. A quantidade de pré-candidatos de peso transformou a corrida senatorial no centro das atenções e, em certa medida, até ofuscou o debate em torno da sucessão ao governo do Estado.
Até o momento, a lista de nomes colocados como pré-candidatos inclui o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), o senador Nelsinho Trad (PSD), a senadora Soraya Thronicke (Podemos), a ministra Simone Tebet (MDB), o deputado federal Vander Loubet (PT), o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Gerson Claro (PP), a vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira (PL), o secretário estadual Jaime Verruck (PSD) e o ex-deputado estadual Renan Contar, o Capitão Contar (PL).
Embora seja improvável que todos esses nomes cheguem às urnas em 4 de outubro de 2026, o grande número de pré-candidatos competitivos já impõe dilemas internos aos partidos e alianças, que terão de fazer escolhas difíceis para compor chapas viáveis.
Para o cientista político Tércio Albuquerque, o cenário guarda semelhanças com a eleição de 2018, quando a disputa ao Senado também reuniu figuras conhecidas do eleitorado, como Nelsinho Trad, Zeca do PT e Waldemir Moka. Naquele pleito, Nelsinho foi eleito ao lado de Soraya Thronicke, então uma novidade na política estadual.
Segundo o analista, a diferença em 2026 está no fato de que boa parte dos pré-candidatos integra ou orbita o mesmo campo político que hoje governa Mato Grosso do Sul. Esse contexto torna a eleição ainda mais acirrada, já que vários concorrentes disputam praticamente o mesmo eleitorado.
Outro fator decisivo apontado por Tércio é a influência do governador Eduardo Riedel (PP). Com altos índices de aprovação e chances reais de reeleição, o apoio do governador tende a pesar na definição das candidaturas ao Senado. Nesse cenário, nomes como Reinaldo Azambuja e Nelsinho Trad podem sair fortalecidos, especialmente se não houver a consolidação de uma eventual candidatura de Jaime Verruck com o aval direto de Riedel.
O cientista político também destacou o chamado “fator Simone Tebet”. Para ele, a ministra pode se tornar uma alternativa competitiva para eleitores de centro e centro-esquerda, representando um desafio adicional aos demais pré-candidatos que não transitam nesse espectro político.
Na comparação entre os pleitos de 2018 e 2026, Tércio avalia ainda que o peso do bolsonarismo já não tem o mesmo protagonismo eleitoral de antes. Apesar disso, o PL trabalha para montar uma chapa forte à direita, com a possível dobradinha entre Reinaldo Azambuja e Capitão Contar, que se filiou recentemente ao partido.
A entrada de Contar no PL e sua pré-candidatura ao Senado, ao lado de Azambuja, reorganizou o tabuleiro político e encerrou especulações sobre quem acompanharia o ex-governador na disputa. Em declarações recentes, Azambuja afirmou que a legenda não trabalha com projetos individuais e que a definição final das candidaturas dependerá de critérios políticos e de pesquisas de intenção de voto ao longo de 2025.
No plano nacional, a disputa ao Senado ganha ainda mais relevância diante da estratégia da direita de ampliar sua bancada na Casa, que detém prerrogativas exclusivas, como o julgamento de autoridades, a aprovação de indicações para cargos estratégicos e a análise de pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal.
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